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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

CAPÍTULO 46 - "Pensa bem no quão injusta estás a ser comigo."

No dia seguinte acordei com um sorriso. Não era de estranhar, estava ao lado do Fábio. Ele ainda estava a dormir, por isso deixei-me ficar, esperando que ele acordasse.
Pouco tempo depois, após sentir o Fábio dar algumas voltas na cama, sinto um beijo na testa. Não poderia haver melhor forma de começar o dia.
Ficámos algum tempo deitados e, enquanto isso, o Fábio pegou no telemóvel para publicar uma mensagem de agradecimento a quem lhe tinha dado os parabéns no dia anterior.

- Bem, vamos tomar o pequeno almoço? Tenho de ir tomar um banho, se calhar vou almoçar a casa. Tu vais almoçar onde? - perguntei.
- Não sei, se fores para casa eu se calhar vou aos meus pais, já que ontem estive pouco tempo com eles.
- Sim, então vai almoçar com eles amor.

Levantámo-nos e fomos tomar o pequeno-almoço. De seguida, tomei um banho, despedi-me bem do meu amor e fui para casa.

- Bom dia gordo! - disse ao Hugo, ao entrar.
- Bom dia. Vieste almoçar? Pensei que já te tinhas mudado para a casa do Fábio! - disse ele, a brincar.
- Tão engraçadinhos que estamos! Então e a tua namorada, o que é que vai fazer hoje?
- Não sei, não combinámos nada. Liga-lhe para vir cá. - disse o meu irmão.
- Para isso ligas tu! Sim, porque se ela vier cá é mais para estar contigo e não comigo, és um colas.
- Podes ligar-lhe, eu devo ir sair com uns amigos e deixo-a só para ti, ciumenta.
- Hum, gosto disso! - respondi.

Depois de passar algumas horas na conversa com a Joana, tive de ir estudar para um exame que ia ter na segunda e o estudo durou todo o fim-de-semana, pelo que não pude estar com o Fábio.

Na segunda, depois do exame, o Fábio foi buscar-me para irmos almoçar juntos.

- Tive saudades tuas. - disse-me ele.
- Também eu, mas sabes que tem sido difícil amor.
- Eu sei, eu percebo...

O telemóvel dele tocou.

- Estou? - atendeu. Era o Rúben.
- 'Tou, mano! Tá tudo?
- Sim, mano e contigo? - perguntou o Fábio.
- Também. Olha, a Tânia viu uma cena numa revista, sobre ti e a Andreia, já viste?
- A Andreia? Como assim?
- Epá, é melhor veres. Fala em supostas traições e o caraças. Só te estou a dizer, para o caso da Katyanne saber antes de ti e não ficares à toa.
- Porra, estás a gozar... Se puderes manda-me uma foto, eu depois vejo.
- Tá, mano. Abraço.
- Abraço, fica bem. - Respondeu o Fábio.

Ele desligou a chamada e eu esperei que me dissesse alguma coisa, afinal de contas eu tinha ouvido o nome da Andreia e isso não me agradava.

- Era o Rúben. - disse-me ele.
- Hum.
- Então, já sabes o que vais pedir? - perguntou, referindo-se ao almoço.
- Ligou-te para falar na Andreia? - não consegui evitar e tive de questionar.
- Não amor, porquê a Andreia?
- Porque tu disseste o nome dela!
- Sim, mas não foi nada de mais.
- Nada de mais... Como a mensagem que ela te mandou...
- Amor!!! Foi uma coisa que ele viu na revista, mas não sei o que é...
- Quero ver isso. - disse eu
- Agora vamos almoçar.
- Sim, mas eu quero ver.

Liguei a internet do telemóvel e pesquisei todas as últimas revistas até encontrar o que queria... Até que encontro o que, afinal, não queria...

"Coentrão trai namorada com a ex?" , era o título da notícia.

- O que é isto?!
- Deixa ver. - pediu ele.
- Já deves saber perfeitamente, não sei porque precisas de ler...
- Eu não faço ideia o que é isto! Isto é uma mentira, mas porque raio é que se lembraram de mim agora? Isto não vai ficar assim...
- Pois, porque haviam de lembrar-se e inventar isso assim do nada? Devem ter tido algum motivo...
- Katyanne, tu não confias em mim?
- Confio até me dares motivos do contrário. - disse eu.
- E eu não dei!!!
- E isto? Fábio, eu sei que a imprensa exagera, mas de exagerar a inventar coisas sem qualquer fundamento vai uma grande distância.
- Bolas, mas acredita em mim! Não aconteceu nada! Nunca mais a vi!

Eu não respondi. Já tinha perdido a vontade de tudo. Acabei de comer sem proferir mais nenhuma palavra.

- Vamos dar uma volta? - perguntou ele, depois de termos acabado de comer.
- Prefiro ir para casa... - respondi.
- Porra Katte, criticaste-me quando te fiz aquela cena de ciúmes e agora fazes pior?!
- Não compares! Não tinhas motivos nenhuns, já eu não posso dizer o mesmo!!!
- Olha, tu é que sabes. Não tenho paciência para discutir isto contigo.
- Pois, só tens paciência para o que não deves...
- Tu és difícil! Não confias em mim e deixas que coisas sem fundamento nenhum abalem a nossa relação! Achas que isto assim é alguma coisa?
- É a segunda vez que pões em causa a nossa relação! Continua assim...
- Não estou a pôr nada em causa, mas tu tens de habituar-te a este tipo de pressão... - disse-me ele.
- Se calhar a Andreia dava-se melhor com o teu tipo de vida do que eu...
- Olha, não vamos alongar esta conversa. Vou deixar-te em casa, antes que isto descambe ainda mais. - disse o Fábio, levantando-se, para sair do restaurante

Sem trocarmos mais palavras, seguimos até à minha casa, onde ele me deixou.

- Pensa bem no quão injusta estás a ser comigo. - disse-me ele.
- Depois falamos. Xau. - saí do carro.

Mais uma vez, sentia a nossa relação tremida. Por mais que quisesse confiar nele, a notícia não me ficava indiferente, ainda por mais depois de ter visto a mensagem que ela lhe enviou...



2 comentários:

  1. Oláaa

    Adoreiii *_* Este capitulo fez-me sorrir e melhorar o meu dia sem sombra de dúvidas :)


    Beijinhos


    Catarina

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  2. Olá!

    Ohh, não gosto destas tremidelas na relação deles, são demasiado fofos para a Andreia estragar tudo! A Katyenne tem de ter mais calma, muito mais calma e o Fábio tem de não fazer disparates!! Espero que não seja nada e que tudo se resolva, eles já merecem descanso!

    Beijinhos e espero o próximo.

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