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quinta-feira, 10 de julho de 2014

CAPÍTULO 42 - Jantar de amigos

* FÁBIO
Abri os olhos, incomodado pela claridade que provinha da janela, com as persianas entreabertas. Dei meia volta na cama e vejo um brilho bem mais ofuscante que o do sol que entra pela janela. É o meu sol, a minha menina a dormir do meu lado. É esta imagem que eu  dava tudo para ter todas as manhãs, ao acordar. Como pode ela fazer-me tão feliz? Quase um ano depois de começarmos a namorar que a tenho visto crescer, uma menina-mulher que me fascinou com a sua inocência e ao mesmo tempo maturidade, aquela que está comigo para o bem e para o mal. É nestes momentos que eu penso "Quem me dera tê-la para sempre, só para mim", "Quem me dera passar as noites com ela junto a mim e acordar com ela nos meus braços". Confesso que penso várias vezes numa vida a dois, mas quando me lembro da idade dela, sei que não posso fazê-lo. Sei que a idade não passa de um número mas por amá-la tanto, sinto que não posso prendê-la numa vida a dois, não sei o que isso poderia causar e sinceramente, quero tudo menos pôr a nossa relação em risco.

*********

- Bom dia meu amor. Que bom acordar com festinhas tuas.
- Bom dia princesa. Estou há horas a olhar para ti. - disse-me ele, seguido de um beijo.
- A sério? Já estás acordado há muito tempo?
- Não, estava a brincar, acordei há meia hora.
- Meia hora a olhar para mim é muito tempo. - disse eu, rindo.
- Perdi-me a pensar e acho que ficava assim o resto da vida.

Não valia a pena eu dizer mais nada. O silêncio e o sorriso no meu rosto diziam tudo. Agarrei fortemente o braço dele e aninhei-me com a cabeça no seu peito.

- Amor, logo a noite vamos jantar a casa do Rúben, sim?
- Hum. ..não sei, amanhã tenho aulas cedo. - respondi.
- Nós não voltamos tarde, prometo. Vá lá, quero estar mais tempo contigo.
- Sabes que não te resisto, achas que vou dizer que não?

Fomos tomar um banho e preparar qualquer coisa para comer. Depois, o Fábio levou-me a casa e foi a casa dos pais dele.

- Então vemo-nos logo à noite.
- Sim. Até logo. - e despedimo-nos com um beijo longo.

Quando cheguei a casa, os meus pais encheram-me de perguntas. Apesar de saberem perfeitamente onde eu tinha estado e de confiarem plenamente no Fábio, não deixavam de ser pais preocupados. Pior que isso, só mesmo as perguntas do Hugo que estava lá em casa com a Joana.

- Eu vim cá almoçar, pensei que cá estivesses mas o teu irmão disse-me que dormiste fora... Hum...Alguma coisa para me contar? - disse a Joana, risonha.
- Espero bem que não haja nada para contar. Andas muito saidinha da casca, a dormir assim fora de casa! - intrometeu-se o Hugo.
- Para a próxima levo-te comigo mano. - disse eu para o calar, rindo.
- Amanhã à tarde tens alguma coisa para fazer? - perguntou a Joana.
- Não, só tenho aulas de manhã.
- Então à tarde vamos às compras, vou falar com a Rita, ok?
- Sim, sim. - respondi.
- E pedir autorização ao namorado? - disse o Hugo, abraçando-a.
- Uiii, já estava a sentir falta das vossas mariquices! - disse eu, a rir.

Passei a tarde a adiantar umas coisas da faculdade e, quando dei por mim, já estava quase na hora do Fábio vir buscar-me. Tive de ir trocar de roupa, visto que estava com umas calças e um top "de andar por casa". Era só um jantar na casa de um amigo, por isso a escolha foi fácil.


Quando chegámos à casa do Rúben Amorim, estava lá ele com a Tânia (a namorada), o Rodrigo e a Carol.

- Aquele mano é sempre o mesmo! - disse o Rúben, referindo-se ao David Luíz.
- O cara perde duas horas a arrumar os caracóis. - brincou o Rodrigo.
- Quando ele chegar vou-lhe fazer queixinhas do que estão para aí a dizer dele! - provoquei eu.

E a campainha toca. Mesmo em cheio. Era o David e o Márcio.

- E aí gente? Tou muito atrasado? - diz o David, entrando com a sua boa disposição característica e com um sorriso contagiante.
- Não mano, nós é que viemos adiantados. - disse o Fábio, a rir.
- Se soubesses o que os teus amigos têm estado a dizer de ti... - disse eu.
- Sério? Cê vai contar tudo pra mim né Katty? - disse o David, enquanto me dava um beijinho na testa, para me cumprimentar.
- Oi! Abres a boca e digo ao Fábio para te fazer dormir deitada hoje! - disse o Rúben, fazendo toda a sala rir.

Começámos a jantar, um bacalhau com natas delicioso que era a especialidade da Tânia.

- Cê me podia convidar todos os dias mano! - disse o David ao Rúben, lambendo um dos dedos para o qual lhe tinha caído um pouco daquela saborosa comida.
- Arranja uma mulher que te faça estas coisas, que esta é só para mim! - respondeu o Rúben.
- Nossa, que gracinha! Tou mais solteirão que um velhinho viúvo!
- Ahah, que comparação! - riu-se a Tânia.

- Katty, lembras-te de termos falado que tu gostavas de fazer alguns trabalhos de moda? - perguntou-me a Carol. Acenei-lhe com a cabeça, afirmativamente. - Um amigo meu anda à procura de umas raparigas assim da tua idade para um desfile da marca de roupa dele. Eu falei-lhe de ti e ele já te tinha visto numa revista com o Fábio, achou ótimo.
- Ai sim? Eu adorava! - respondi.
- Seria ótimo para ti, vão estar lá alguns estilistas e não só, seria uma grande oportunidade, pelo menos para experimentares.
- Sim, sim. Ele pode contar comigo. Mas isso é assim? Não é preciso estar agenciada, ou assim? - perguntei.
- Como ele é meu amigo, não. Mas, qualquer coisa, o meu agente é um espetáculo, ele pode tomar conta de ti se depois seguires a partir daí.
- Ei, ei! Quem toma conta dela sou! - disse o Fábio.
- É, tinha de vir o mano com o seu ciúme, você é tramado hein? - disse o David, a rir.
- Então, em princípio sim, ele que conte comigo. Só preciso de saber mais alguns pormenores.
- Eu vou dar-lhe o teu número e depois ele explica-te tudo. - respondeu-me a Carol.

O jantar seguiu animado, como era habitual. A cumplicidade entre os rapazes, transmitia uma energia muito positiva ao ambiente e nós, as raparigas, já nos conhecíamos o suficiente para fazermos as nossas conversas de mulheres, típicas.
Dentro de poucos dias, no dia 11 de março, o Fábio ia fazer anos e a sua festa de aniversário foi tema de conversa.

- Achas que tenho idade para fazer festas mano? Vou ficar em casa! - dizia o Fábio.
- Está bem velho, mas a gente podia fazer uma churrascada! - disse o Rúben.

O David estava atento à conversa dos rapazes mas estava um pouco afastado porque tinha ido ler uma SMS no telemóvel que estava a carregar, perto do sofá onde nós (as raparigas) estávamos.

- David! - chamei, baixinho.
- Oi? - respondeu.
- Vê lá se consegues mudar ali o assunto, para o Rúben não insistir muito, porque eu estava a pensar em fazer uma festa surpresa ao Fábio, lá em casa dele.
- Eiii, bacano! Eu ajudo, eu ajudo!
- Isso ia ser giro! - disse a Tânia - Também posso ajudar.
- Ótimo, então temos de planear tudo sem que ele perceba.

Ficámos mais um bocadinho a conversar, mas fomos embora não muito tarde, visto que no dia seguinte era segunda-feira.
O Fábio levou-me a casa. Cheguei, vesti o pijama e fui deitar-me, preparando-me para mais uma semana cansativa.

2 comentários:

  1. Olá! ainda bem que gostas-te , tenho mais duas fics, uma que está um bocadinho de lado e outra com o Rúben Amorim, se quiseres dar uma olhadela: http://eu-por-ti-tu-por-mim.blogspot.pt/ ; http://my-cute-12.blogspot.pt/ . Vou agora começar a devorar a tua, beijinhos!

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  2. Olá

    Adorei , Adorei *_*

    Mais ;)


    Beijinhos


    Catarina

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