Páginas

quarta-feira, 9 de julho de 2014

CAPÍTULO 41 - Matar as saudades

Março acabou de chegar!

As coisas entre a Joana e o meu irmão parecem já estar resolvidas.
A minha relação com o Fábio continua ótima, apesar de agora termos tido pouco tempo um para o outro. Ele tem tido jogos e eu tenho tido aulas e muitas coisas para estudar.

Logo à noite vamos jantar e matar as saudades um do outro. Uma semana longe dele parece uma eternidade!

De: Amor 
"Estás pronta?"

Para: Amor
"Sim."

De: Amor 
"Daqui a 5 minutos estou aí. Até já."


Na verdade ainda faltava calçar-me, mas já estava praticamente despachada. Tinha optado por um visual simples mas uma mulher precisa sempre de um tempinho para se arranjar.


Saí de casa exatamente no momento em que ele estava a chegar. Entrei no carro e dei-lhe um beijo que de imediato me transmitiu que algo não estava bem.

- O que se passa? - perguntei.
- Estou chateado. O dia não me correu bem.
- Então amor?
- Já falamos nisso, quando chegarmos ao restaurante. Então, como te correu o exame?
- Correu bem. Os dias perdidos a estudar serviram para alguma coisa. - respondi, mas estava bem mais preocupada com ele.

Chegámos ao restaurante onde já era habitual jantarmos. Depois de nos sentarmos, pedimos a comida e conversámos enquanto esperávamos.

- Não estou a gostar dessa carinha... Já me podes dizer o que se passou?
- Riscaram-me o carro! E foi de propósito!
- Como sabes?
- Katyanne, percebe-se perfeitamente pela profundidade dos riscos. 
- Algum invejoso, tem calma amor.
- Já há uns tempos recebi umas mensagens estranhas em anónimo, agora isto. Odeio estas cenas! - disse ele, chateado.
- Mensagens? Que mensagens? Mas ameaças?
- Sim, uma até foi no ano novo. Fiquei logo a bater mal.
- Oh, tu sabes como são as pessoas... Não têm nada que fazer, chateiam os outros. Esquece isso bebé. - na verdade, estas coisas arrepiavam-me. Saber que alguém poderia andar atrás do Fábio, enchia-me de medo. Apesar disso, eu sabia que são coisas que fazem parte da vida de uma figura pública e que não poderia passar de alguém a descarregar a sua frustração.
- Sim, vamos mas é aproveitar que estamos juntos. Estava a morrer de saudades tuas!
- Também eu. Passo as semanas todas a ansiar pelo fim de semana. - disse eu com um ar triste.
- Por um lado é bom...
- O quê? Estarmos tanto tempo sem nos vermos?
- Sim... Não te enjoas de mim e quando estás comigo dás-me mais miminhos!
- Eu não me enjoaria de ti nem que vivesse colada a ti 24 horas por dia. 
- Queres experimentar? - perguntou ele num tom brincalhão.
- Quem me dera. - respondi com um ar sonhador.

Entretanto acabámos de comer.

- Amor, vamos estar juntos um bocadinho? - perguntou-me ele, agarrando-me pela cintura enquanto saíamos do restaurante.
- Na tua casa?
- Sim. O que achas? Tenho saudades tuas...
- Parece-me uma boa ideia. - respondi-lhe num tom provocador ao qual ele ripostou com muitos beijinhos na minha bochecha.
- Podias mesmo era passar a noite comigo... - disse ele enquanto entrava no carro.
- Isso já não sei, amor. Não disse nada lá em casa...
- Já não estamos juntos à tanto tempo... Ligas à tua mãe, de certeza que ela não se importa. - dizia ele, enquanto fazia uma cara de criança que tenta convencer a mãe a comprar-lhe um doce.
- Como é que eu vou dizer que não a um convite destes? - respondi, dando-lhe um beijo.

Chegámos a casa dele e dirigimo-nos ao quarto, onde fui pousar as minhas coisas. Na verdade, ambos sabíamos que aquele era o local da casa onde queríamos envolver-nos em beijos e amassos, para matar as saudades de uma semana longe um do outro.
Numa troca rápida de olhares intensos, exprimimos a mesma vontade e lançámo-nos um para o outro. Os braços dele envolveram o meu corpo que se tornava pequeno quando envolvido pela musculatura forte daquele homem, o meu homem. Num beijo apressado, as nossas respirações aceleravam também. Não dava para evitar aquele que seria o nosso destino naquela noite, a entrega um ao outro.
As mãos dele acariciavam a minha cara e o meu cabelo. As minhas, percorriam o tronco definido dele. E assim, quisemos soltar-nos das roupas que impediam o contacto direto da minha pele com a dele. Lentamente os nossos corpos ficaram desnudos e entregámo-nos um ao outro com um amor que só nós conhecíamos, com uma cumplicidade que era só nossa, com um carinho que nos dava vida. Era nestes momentos, só nossos, que nos amávamos ainda mais, como se fosse a primeira vez.

2 comentários:

  1. Olá

    Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii <3 Que saudades tinha desta fic , da tua escrita e principalmente de tiii :)
    Eu iniciei um novo projeto se quiseres ler e dar a tua opinião é aqui -

    http://contigo-sou-feliz.blogspot.pt/


    Beijinhos e espero ansiosamente por mais um capitulo teu ;)


    ResponderEliminar
  2. R: Não tens nada que agradecer, estarei disponível sempre que precisares , nem que seja para ler a tua maravilhosa história :)

    ResponderEliminar