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sábado, 19 de julho de 2014

Novidades no blog

Olá meninas!
Já viram este novo design do blog? O que acham? Já estava a precisar de uma remodelação! Eu adoro os tons, espero que vocês também gostem!
Certamente ainda não repararam, mas o blog tem outra novidade! Agora, na barra lateral, podem encontrar a minha seleção de blogs. Para estrear esta novidade, optei pelos blogs das minhas 2 seguidoras mais assíduas desde que retomei a escrita da fanfic, como forma de lhes agradecer o apoio!
E tu, queres ter mais visitas no teu blog? Então que tal veres o teu blog divulgado neste novo cantinho?
Basta deixares o teu pedido por comentário neste post :)
Beijinhos a todas!

CAPÍTULO 45 - "É impressão minha ou estás com ciúmes?"

- Passas a noite comigo? - perguntou-me.
- Não sei se mereces...
- Hoje sou bebé, acho que mereço.
- É, um bebé que às vezes se porta muito mal!
- Ainda não me respondeste...
- Sim, eu fico!

Já tarde, os convidados começaram a ir-se embora. No final, ficou o Rúben, a Tânia, o Rodrigo, a Carol, o David e o Márcio.

- Vá, vamos ajudar a arrumar isto para irmos andando, que eles devem querer ir-se deitar. - disse a Tânia.
- Nem penses! Eu e o Fábio arrumamos isto num instante. - respondi.
- Querem ir deitar-se, querem... Devem estar muito cansados! - disse o Rúben, a rir.
- És sempre o mesmo! - disse a Tânia, dando-lhe um calduço na cabeça.
- Então, tu é que disseste que eles se queriam ir deitar, eu só confirmei!
- Vá, levanta o rabinho daí e anda ajudar. - disse ela ao namorado.
- Não é preciso, a sério. - disse eu.
- Entre todos não custa nada. - disse prontamente, a Carol.

Eu e elas arrumámos a mesa e a cozinha, com a ajuda do David. Os outros rapazes estavam todos à conversa.

- É, vamos todos ajudar mas aqui o escravo é que tá dando mão pras meninas! - disse o David, provocando os amigos.
- Oh mano, deixa isso! - disse o Fábio.
- É, agora já tá né... - respondeu-lhe o brasileiro.
- Então vá, Rúben, vamos que já é tarde. - disse a Tânia.
- Sim, vamos todos. - disse o Rodrigo.

Despedimo-nos de todos e ficámos só nós dois, no silêncio da casa que durante toda a festa não tinha existido.

- Amor, vou só tomar um banho e já volto. - disse o Fábio, enquanto eu me sentava no sofá.

Enquanto ele estava no banho, o telemóvel dele dá sinal de mensagem. A curiosidade falou mais alto e peguei no telemóvel para ver quem era. Nada de mais, era apenas um amigo.
Depois de ver a mensagem, apercebi-me que na caixa de entrada estava o nome "Andreia". Sim, a ex-namorada do Fábio... Foi inevitável e tive de abrir.

De: Andreia
"Parabéns baby <3"

Só podia estar a ver mal! Porque raio havia ele de ter uma mensagem da ex-namorada a chamar-lhe "baby" e com um coração? E ainda por cima, porque raio ele ainda lhe responde com um "Obrigado, beijinho" ???
Alguma coisa me andava a escapar aqui, certamente.

Voltei a pôr o telemóvel onde estava e fixei os olhos na televisão, até o Fábio chegar.
Pouco tempo depois oiço uma porta a fechar e passos em direção à sala. Nem sequer desviei o olhar da tv.

- Amor, não queres vir para o quarto? - dizia ele, num tom carinhoso, enquanto entrava pela sala, apenas em boxers e com o corpo brilhante e com cheiro a creme.
- Não. - respondi.
- Então? Que se passa? - perguntou ele, percebendo que algo se passava, pela minha expressão. Ele, realmente, conhecia-me bem demais.
- Nada.

Insatisfeito com a resposta, senta-se no sofá ao meu lado e agarra o meu rosto, para me dar um beijo, ao qual não correspondo.

- O que é que tens? - perguntou.
- Já disse que nada. - respondi e fez-se silêncio. - Recebeste uma mensagem.

O Fábio afasta-se de mim para alcançar o telemóvel que estava na mesinha em frente ao sofá. Lê a mensagem, responde e pousa o telemóvel na mesa. Depois disso, fica a olhar para mim e percebe que continuo distante.

- Viste a mensagem, foi? - perguntou-me.
- Qual mensagem? - respondi, fazendo-me desentendida.
- Que recebi à bocado. - ele sabia perfeitamente que não me precisava dizer mais, porque eu já sabia muito bem de que mensagem ele estava a falar.
- A do "Parabéns baby" com um coraçãozinho? Vi! Que fofo. - disse eu, com o meu tom irónico, tentando disfarçar o ciúme.
- Oh amor eu ia dizer-te que ela tinha mandado mensagem, mas no meio de tantas achas que eu reparei na da Andreia?
- Reparaste. Tanto reparaste que respondeste e até fizeste questão de lhe mandar um beijinho.
- É impressão minha ou estás com ciúmes? - perguntou ele, sorrindo.
- Ciúmes, Fábio? É a tua ex-namorada, não sei, mas o que achas de eu ir mandar coraçõezinhos ao meu ex-namorado?
- Ei, mas eu não mandei nada! Não tenho a culpa que ela me tenha dito aquilo. 
- Para ela te chamar baby é porque lhe deste confiança para isso.
- Katyanne, eu juro-te que nunca mais falei com ela. Não sei porque é que ela mandou aquilo, mas tu viste que eu lhe respondi como respondi a qualquer outra pessoa.
- Pois...A mim nem respondeste. - disse eu, relembrando, num tom frio.
- A sério, vamos voltar ao mesmo. Epa, tu não gostas mesmo de estar bem.
- Não é voltar ao mesmo, mas se formos por aí, pensa lá porque é que te chateaste comigo? Pois, então não venhas falar de ciúmes. Põe-te no meu lugar.
- Tens razão amor, devia ter-te dito que ela me mandou mensagem, mas estivemos chateados, achas que ia querer piorar as coisas? Não tive tempo para te dizer. - disse ele.

Bem, na verdade ele até tinha alguma razão, mas os ciúmes falam sempre mais alto... Fiz um ar pensativo, pois também não queria dar o braço a torcer.

- Eu só tenho olhos para ti! - disse ele, ajoelhando-se.
- Pronto, pronto, mas levanta-te! - disse eu, a rir-me.
- Não me digas que não é uma maravilha, teres-me em boxers ajoelhado para ti!
- Hum... 

Agarrei-o com força e dei-lhe um beijo de tirar o fôlego. Em dois segundos, as minhas mãos já percorriam o corpo dele, praticamente despido, e as mãos dele percorriam o meu, ainda com roupa, que não tardava muito em estar espalhada pelo chão da casa.
Depois de um dia no qual tínhamos estado chateados, um dia que por sinal era o aniversário do Fábio, tínhamos de compensar, e não ia ser por uma mensagem estúpida de uma pessoa ainda mais estúpida que íamos voltar a zangar-nos. Ambos tínhamos a mesma vontade, a de estar a sós entre quatro paredes, a de nos entregarmos um ao outro e esquecer o mundo à nossa volta... O mundo... e o tempo... Porque os ponteiros do relógio não paravam, mas os nossos corpos também pareciam não se cansar. Estávamos ali, sem querer saber de mais nada. A noite era nossa. Ele era meu. Eu era dele.

terça-feira, 15 de julho de 2014

CAPÍTULO 44 - Festa surpresa para o Fábio

"Ridícula tem sido esta relação"... Esta frase soou como uma facada no meu coração. Sem querer, sem ter tempo sequer para pensar, senti um arrepio, um aperto, e uma lágrima caiu-me pelo rosto.
O Fábio nunca me tinha dito nada assim. Senti que a nossa relação estava a desmoronar-se, sem sentido algum, sem um motivo coerente. É verdade que ultimamente não tínhamos muito tempo para estar juntos, mas ambos sabíamos que teria de ser assim. Ele não podia esperar outra coisa. Ele tinha as responsabilidades dele e eu as minhas. Talvez o problema aqui tenham sido os ciúmes, a insegurança desnecessária que ele sentia. Eu sabia que ele era inseguro e eu fazia de tudo para ultrapassar isso, mas desta vez magoou, magoou muito.

Algum tempo depois, o telemóvel tocou. Era o David.

- Oi, gata. É pra falar que tá tudo tratado, o Fábio amanhã vai passar a tarde comigo. Tem a costa livre pra você.
- Eu não sei se vou fazer alguma coisa. - respondi, após um suspiro.
- Como não?
- Eu e ele não estamos bem. Aliás, bem ou mal, eu já nem sei se estamos...
- Ei ei, me fala o que aconteceu!
- Ele queria estar comigo amanhã à tarde. Então eu tive de arranjar uma desculpa.
- O que é que você falou?
- Que tinha de acabar um trabalho com um colega. E ele disparou logo contra mim que raio de trabalho seria esse e pôs-se a insinuar que eu andava a enganá-lo.
- Nossa, o mano é ciumento mesmo poh. Mas vocês brigaram feio? - perguntou-me o David.
- Ele disse que tem sido posto em segundo plano e que a nossa relação era ridícula... Isso responde-te? - respondi num tom triste.
- Tá brincando... Olha, vamos fazer o seguinte, você vai pôr sorrisão na cara e vai fazer tudo o que a gente combinou. Eu vou ficar com ele e você vai preparar tudinho. O Rúben e a Tânia vão com você para ajudar. O resto do pessoal vai chegar às 19, aí a gente chega um pouquinho antes das 20. Vai ser difícil enrolar ele por tanto tempo, por isso trata de compensar e fazer um bom trabalho.
- David, eu perdi a vontade...
- Neguinha, é o aniversário do seu namorado. Vocês se amam, quando ele perceber se vai ajoelhar para você pedindo perdão.
- O problema é que as desculpas não mudam o que já foi dito, e eu estou sentida com ele.
- Nem tem volta a dar, cê vai fazer isso. Ou por ele ou por mim, agora se safa.
- Só tu... És mesmo teimoso! Mas está bem, está combinado então.
- Eu sabia! Agora trata de jogar essa energia negativa para trás das costas, que amanhã vocês se vão resolver.
- Obrigada David.
- Não tem de quê. Então vá, qualquer coisa cê me liga, viu?
- Sim. Um beijinho.
- Beijo grande.

O David tinha-me dado um grande incentivo. 
À meia-noite mandei uma mensagem de parabéns para o Fábio. Não tinha forças para ligar-lhe. Ele nem sequer me respondeu. Menos vontade tinha de fazer-lhe a surpresa, mas tinha prometido ao David.

Fui às aulas de manhã, depois fui para casa almoçar e fiquei à espera do Rúben e da Tânia, para irmos todos juntos levar as coisas necessárias para a casa do Fábio. Eles perceberam que eu não estava bem e então contei-lhes o que se tinha passado.
Ao final do dia começaram a chegar os convidados, nomeadamente os pais do Fábio, os meus e o Hugo. Tive de fingir que nada se passava, mas na verdade estava receosa por não saber qual iria ser a reação dele.

De: David
"Katty, tamos indo para casa. Tenta esconder todo o mundo, a gente não demora. Um beijo."

Disse a todos os convidados que o Fábio vinha a caminho. Apagámos as luzes e ficámos em silêncio.
Quando ele entrou, todos gritaram "Supresa!". Todos, menos eu. Estava num canto da sala, sem vontade de esboçar nem um sorriso. Ele sorria radiante, percorrendo o olhar por todos os convidados. Estava surpreendido, mas o seu olhar procurava algo. Sim, quando finalmente me viu, a sua expressão de felicidade mudou. Eu não devia estar ali, não queria estar ali. Os convidados foram-se aproximando dele para lhe dar os parabéns e no meio de conversas e cumprimentos, ele nem foi ter comigo. Sentei-me, ao lado da Tânia.
Quem se aproximou de mim foi o David.

- Tá muito legal! Parabéns.
- O que não "tá legal" é a minha presença aqui. - disse eu, imitando-o, mas com ironia.
- Não fala isso boba. Ele agora tá agradecendo à família e amigos mas cê acha que ele não vem ter com você? Quando ele perguntar quem arrumou tudo isso e disserem que foi você ele se vai sentir um tonto por ter pensado mal de você.
- Pois, mas a atitude não devia depender de ter sido eu a fazer isto ou não, se ele gosta de mim tem de resolver as coisas porque quer e não por agradecimento.
- Nossa, você é chatinha hein? - disse o David, pegando nas minhas mãos, para eu me levantar. Deu-me um abraço e um beijo na testa. - Eu já vou chamar ele pra vir aqui.
- David, não. Se ele vier, eu quero que seja por vontade própria. Não faças isso.
- Tá bom, é como você quiser. Agora olha para mim. - eu olhei. - Me dá um sorriso. - instintivamente esbocei um sorriso e, envergonhada, baixei a cabeça. - Gosto mais de você assim. 
Deu-me outro beijo na testa e foi ter com o Rúben. Eu fiquei exatamente no mesmo sítio, com a Tânia.

- Ele vem aí. - disse a Tânia.

Eu olhei e era o Fábio. Cumprimentou a Tânia, que lhe deu um abraço, os parabéns e de seguida foi ter com o seu Rúben.

- Podemos falar? - perguntou-me o Fábio.
- Estamos a falar.
- Kattyane, não sejas estúpida.
- Eu não acredito. Se era para isso, não, não podemos falar.
- Pára! Não dá para falarmos como pessoas adultas?
- Não, se começares a conversa a chamar-me estúpida.
- Fogo... - e desviou o olhar, demonstrando irritação. - Quero falar contigo, pode ser ou não?
- Sim, diz.
- O David já me disse que estiveste aqui hoje a preparar isto tudo.
- Pois, parece que sim. - respondi friamente.
- Não ias fazer o trabalho...? - disse ele, provocativo.
- Bolas Fábio, tu sim és um estúpido! Será que não vês que isto tudo foi para te fazer uma surpresa? Será que não vês que eu não quis passar a tarde contigo para conseguir fazer-te isto? Se eu tivesse de fazer o trabalho, tinha! Tu não tinhas que fazer aquela fita toda por isso, porque a minha vida não pode girar só à tua volta. Mas não, aqui a otária só arranjou aquela desculpa para poder fazer-te uma surpresa. E o que é que recebo em troca? "Esta relação é que tem sido ridícula"! Pois, se calhar aqui a ridícula sou eu... Esforço-me de mais e não valorizas isso!

Enquanto eu falava ele olhava fixamente. Quando acabei a frase ele agarrou-me e deu-me um forte beijo. Correspondi uns segundos, mas depois afastei-me.

- Não venhas com beijos! O que tu me disseste magoou-me.
- Porra, Kattyane... Desculpa! Desculpa-me... por favor. - e abraçou-me.

Envolveu os braços dele à minha volta e eu mal me mexi. Mas era impossível, eu não aguentava estar assim com ele e, segundos depois, correspondi ao abraço e apertei-o com força contra mim.

- Eu amo-te. - disse-me ele ao ouvido. - Só tenho medo de te perder.
- Quem tem medo de perder não magoa. Tu magoaste-me. Mandei-te os parabéns e tu nem tiveste coragem de me responder. - disse eu enquanto nos "desabraçavamos".
- Eu estava chateado!
- Mas com o quê? Achas que tinhas motivos? Achas? 
- Não... Tu tens razão. Só te peço que me desculpes, por favor amor. - pediu-me.
- Vá... Vamos esquecer. É o teu dia de anos. É verdade, deixei a tua prenda em cima da cama. Fiz isto para aproveitares.
- Então deixa-me aproveitar o tempo que resta mas contigo. - deu-me um leve beijo, deu-me a mão e fomos sentar-nos ao pé dos outros, para jantar.

- Eu não te falei que tudo se ia resolver? - disse o David, ao que lhe respondi com um sorriso.

Finalmente as coisas estavam esclarecidas. Ainda estava magoada com aquela frase que não me saía da cabeça, mas compreendi que o Fábio a tinha dito de cabeça quente. Eu sei que por vezes o ciúme ultrapassa a razão.

No final do jantar, cantámos os parabéns ao Fábio. Ele soprou as velas e no fim, agradeceu a presença de todos.

- Obrigado a todos por estarem aqui, por terem estado presentes neste dia. E obrigado especialmente à minha menina, por ter preparado isto tudo para mim.
- Ei, eu e a Tânia também estivemos aqui com ela! - interrompeu o Rúben, sempre brincalhão.
- Tinha de vir o ciumento. Mas sim, obrigada ao Rúben, à Tânia e a todos os que fizeram com que isto fosse possível, mas como eu estava a dizer, queria agradecer à Katyanne, porque me portei mal com ela e no fundo ela só estava a tentar fazer-me esta surpresa. Fui um idiota mas ela sabe que a amo mais que tudo. 

Todos bateram palmas e ele deu-me um beijo.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

CAPÍTULO 43 - "Ultimamente tenho sido a tua segunda opção."

Olá meninas! Peço desculpa por este capítulo ser tão pequenino, mas conforme fui escrevendo, ele tomou outro "rumo" que eu não tinha planeado. Achei que devia parar exatamente naquela parte para suscitar o interesse pelo próximo e vos deixar curiosas! Espero que gostem :)

A minha segunda-feira começou cedo, com um dia de aulas normal. À tarde, fui dar uma volta com a Joana e a Rita.

- Então e tu Joana, conta coisas. Ainda estás com o Hugo? - disse a Rita.
- Sim. Tivemos uns problemas mas já passou.
- Pois, a Katte contou-me... Foste mázinha...
- É, ela teve umas ideias um bocado tresloucadas. - disse eu.
- Ei, eu estou aqui ok?! - salientou a Joana. - Eu estava numa fase má, em vez de aproveitar o início da nossa relação, deixei-me deslumbrar mais pela vida da Katte. Eu estava a viver a novidade da vida dela e estava a ignorar a minha, quando na verdade esperei anos pelo momento em que me iria envolver com o Hugo. Agora, aprendi a lição.
- Sim, eu percebo. Nunca nenhuma de nós pensou em vir a encontrar jogadores naquela noite, muito menos uma de nós se envolver com um deles. - disse a Rita.
- Sim, mas para mim o Fábio é um rapaz como os outros. E os restantes também, são meus amigos tal como vocês. - respondi.
- Eu é que na altura achei que a Katte não iria conciliar os dois mundos e que me ia pôr de parte e não reagi bem. - disse a Ju.
- És uma idiota. Sabes que nunca te faria isso! E tu, menina Rita, a ver se dedicas mais algum tempinho aqui às tuas amigas. Tens andado desaparecida em combate!
- Desculpem, meninas, eu sei... Tem sido complicado, mas prometo que vos vou dar mais atenção!

Entretanto o meu telemóvel toca. Era o Fábio.

- Olá baby! - atendi.
- Olá amor. Está tudo bem?
- Sim, está tudo. E tu, estás bem?
- Sim. Tenho uma boa notícia... Amanhã tenho a tarde livre, vamos estar juntos?
- Oh amor, desculpa, não posso... - disse eu - Combinei com um colega da faculdade para ficarmos a fazer um trabalho e ele só pode mesmo amanhã.
- E vais demorar a tarde toda?
- Sim, desculpa, a sério... Podemos estar juntos um bocadinho à noite.
- Deixa estar. - disse ele, fazendo um compasso de silêncio - Vá, beijinhos.
- Estás chateado?
- Não, se não dá, não dá. Fica para depois.
- Desculpa amor. Beijinhos.
- Beijinho.

Reparei que o Fábio tinha ficado triste, mas eu tinha mesmo que fazer o trabalho.
Continuei a conversar com elas, fomos a algumas lojas e depois fomos para casa.

O Fábio fazia anos na sexta. Eu já tinha imensas ideias para a festa surpresa e o David ia ajudar-me.
Na sexta-feira de manhã o Fábio tinha treino, à tarde o David ia convencê-lo a ir ao ginásio para que eu pudesse ir a casa dele preparar tudo.
No dia anterior ao aniversário, o Fábio tinha insistido para eu passar a tarde com ele, mas eu tive de arranjar uma desculpa.

- Amor, ainda não consegui acabar o trabalho com o meu colega. Desculpa. Eu sei que é o teu aniversário, mas eu prometo que à noite estamos juntos. - disse eu, para que ele não percebesse o que eu andava a tramar.
- E o que é que estiveste a fazer na terça? Esse trabalho deve ser muito longo, ou se calhar tu e o teu colega estiveram a fazer outras coisas em vez de trabalhar.
- Fábio, mas tu estás parvo? São responsabilidades, sabes o que isso é? Eu nem acredito que estás a insinuar isso! - respondi-lhe, furiosa.
- É verdade! São os meus anos, só queria estar com a minha namorada, é normal não? Já não ando a gostar dessas confianças com esse teu colega. É o "meu colega" para aqui, o "meu colega" para ali...
- Estás a ser mesmo infantil... Nem mereces o meu esforço. - disse eu, num desabafo, pensando que toda aquela discussão se devia ao simples facto de eu querer fazer uma surpresa ao meu namorado ciumento.
- Pois, eu já vi que não mereço nada. Ultimamente tenho sido a tua segunda opção. 
- Estás a ser ridículo Fábio.
- Ridícula tem sido esta relação. 

E dito isto, desligou-me a chamada.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

CAPÍTULO 42 - Jantar de amigos

* FÁBIO
Abri os olhos, incomodado pela claridade que provinha da janela, com as persianas entreabertas. Dei meia volta na cama e vejo um brilho bem mais ofuscante que o do sol que entra pela janela. É o meu sol, a minha menina a dormir do meu lado. É esta imagem que eu  dava tudo para ter todas as manhãs, ao acordar. Como pode ela fazer-me tão feliz? Quase um ano depois de começarmos a namorar que a tenho visto crescer, uma menina-mulher que me fascinou com a sua inocência e ao mesmo tempo maturidade, aquela que está comigo para o bem e para o mal. É nestes momentos que eu penso "Quem me dera tê-la para sempre, só para mim", "Quem me dera passar as noites com ela junto a mim e acordar com ela nos meus braços". Confesso que penso várias vezes numa vida a dois, mas quando me lembro da idade dela, sei que não posso fazê-lo. Sei que a idade não passa de um número mas por amá-la tanto, sinto que não posso prendê-la numa vida a dois, não sei o que isso poderia causar e sinceramente, quero tudo menos pôr a nossa relação em risco.

*********

- Bom dia meu amor. Que bom acordar com festinhas tuas.
- Bom dia princesa. Estou há horas a olhar para ti. - disse-me ele, seguido de um beijo.
- A sério? Já estás acordado há muito tempo?
- Não, estava a brincar, acordei há meia hora.
- Meia hora a olhar para mim é muito tempo. - disse eu, rindo.
- Perdi-me a pensar e acho que ficava assim o resto da vida.

Não valia a pena eu dizer mais nada. O silêncio e o sorriso no meu rosto diziam tudo. Agarrei fortemente o braço dele e aninhei-me com a cabeça no seu peito.

- Amor, logo a noite vamos jantar a casa do Rúben, sim?
- Hum. ..não sei, amanhã tenho aulas cedo. - respondi.
- Nós não voltamos tarde, prometo. Vá lá, quero estar mais tempo contigo.
- Sabes que não te resisto, achas que vou dizer que não?

Fomos tomar um banho e preparar qualquer coisa para comer. Depois, o Fábio levou-me a casa e foi a casa dos pais dele.

- Então vemo-nos logo à noite.
- Sim. Até logo. - e despedimo-nos com um beijo longo.

Quando cheguei a casa, os meus pais encheram-me de perguntas. Apesar de saberem perfeitamente onde eu tinha estado e de confiarem plenamente no Fábio, não deixavam de ser pais preocupados. Pior que isso, só mesmo as perguntas do Hugo que estava lá em casa com a Joana.

- Eu vim cá almoçar, pensei que cá estivesses mas o teu irmão disse-me que dormiste fora... Hum...Alguma coisa para me contar? - disse a Joana, risonha.
- Espero bem que não haja nada para contar. Andas muito saidinha da casca, a dormir assim fora de casa! - intrometeu-se o Hugo.
- Para a próxima levo-te comigo mano. - disse eu para o calar, rindo.
- Amanhã à tarde tens alguma coisa para fazer? - perguntou a Joana.
- Não, só tenho aulas de manhã.
- Então à tarde vamos às compras, vou falar com a Rita, ok?
- Sim, sim. - respondi.
- E pedir autorização ao namorado? - disse o Hugo, abraçando-a.
- Uiii, já estava a sentir falta das vossas mariquices! - disse eu, a rir.

Passei a tarde a adiantar umas coisas da faculdade e, quando dei por mim, já estava quase na hora do Fábio vir buscar-me. Tive de ir trocar de roupa, visto que estava com umas calças e um top "de andar por casa". Era só um jantar na casa de um amigo, por isso a escolha foi fácil.


Quando chegámos à casa do Rúben Amorim, estava lá ele com a Tânia (a namorada), o Rodrigo e a Carol.

- Aquele mano é sempre o mesmo! - disse o Rúben, referindo-se ao David Luíz.
- O cara perde duas horas a arrumar os caracóis. - brincou o Rodrigo.
- Quando ele chegar vou-lhe fazer queixinhas do que estão para aí a dizer dele! - provoquei eu.

E a campainha toca. Mesmo em cheio. Era o David e o Márcio.

- E aí gente? Tou muito atrasado? - diz o David, entrando com a sua boa disposição característica e com um sorriso contagiante.
- Não mano, nós é que viemos adiantados. - disse o Fábio, a rir.
- Se soubesses o que os teus amigos têm estado a dizer de ti... - disse eu.
- Sério? Cê vai contar tudo pra mim né Katty? - disse o David, enquanto me dava um beijinho na testa, para me cumprimentar.
- Oi! Abres a boca e digo ao Fábio para te fazer dormir deitada hoje! - disse o Rúben, fazendo toda a sala rir.

Começámos a jantar, um bacalhau com natas delicioso que era a especialidade da Tânia.

- Cê me podia convidar todos os dias mano! - disse o David ao Rúben, lambendo um dos dedos para o qual lhe tinha caído um pouco daquela saborosa comida.
- Arranja uma mulher que te faça estas coisas, que esta é só para mim! - respondeu o Rúben.
- Nossa, que gracinha! Tou mais solteirão que um velhinho viúvo!
- Ahah, que comparação! - riu-se a Tânia.

- Katty, lembras-te de termos falado que tu gostavas de fazer alguns trabalhos de moda? - perguntou-me a Carol. Acenei-lhe com a cabeça, afirmativamente. - Um amigo meu anda à procura de umas raparigas assim da tua idade para um desfile da marca de roupa dele. Eu falei-lhe de ti e ele já te tinha visto numa revista com o Fábio, achou ótimo.
- Ai sim? Eu adorava! - respondi.
- Seria ótimo para ti, vão estar lá alguns estilistas e não só, seria uma grande oportunidade, pelo menos para experimentares.
- Sim, sim. Ele pode contar comigo. Mas isso é assim? Não é preciso estar agenciada, ou assim? - perguntei.
- Como ele é meu amigo, não. Mas, qualquer coisa, o meu agente é um espetáculo, ele pode tomar conta de ti se depois seguires a partir daí.
- Ei, ei! Quem toma conta dela sou! - disse o Fábio.
- É, tinha de vir o mano com o seu ciúme, você é tramado hein? - disse o David, a rir.
- Então, em princípio sim, ele que conte comigo. Só preciso de saber mais alguns pormenores.
- Eu vou dar-lhe o teu número e depois ele explica-te tudo. - respondeu-me a Carol.

O jantar seguiu animado, como era habitual. A cumplicidade entre os rapazes, transmitia uma energia muito positiva ao ambiente e nós, as raparigas, já nos conhecíamos o suficiente para fazermos as nossas conversas de mulheres, típicas.
Dentro de poucos dias, no dia 11 de março, o Fábio ia fazer anos e a sua festa de aniversário foi tema de conversa.

- Achas que tenho idade para fazer festas mano? Vou ficar em casa! - dizia o Fábio.
- Está bem velho, mas a gente podia fazer uma churrascada! - disse o Rúben.

O David estava atento à conversa dos rapazes mas estava um pouco afastado porque tinha ido ler uma SMS no telemóvel que estava a carregar, perto do sofá onde nós (as raparigas) estávamos.

- David! - chamei, baixinho.
- Oi? - respondeu.
- Vê lá se consegues mudar ali o assunto, para o Rúben não insistir muito, porque eu estava a pensar em fazer uma festa surpresa ao Fábio, lá em casa dele.
- Eiii, bacano! Eu ajudo, eu ajudo!
- Isso ia ser giro! - disse a Tânia - Também posso ajudar.
- Ótimo, então temos de planear tudo sem que ele perceba.

Ficámos mais um bocadinho a conversar, mas fomos embora não muito tarde, visto que no dia seguinte era segunda-feira.
O Fábio levou-me a casa. Cheguei, vesti o pijama e fui deitar-me, preparando-me para mais uma semana cansativa.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

CAPÍTULO 41 - Matar as saudades

Março acabou de chegar!

As coisas entre a Joana e o meu irmão parecem já estar resolvidas.
A minha relação com o Fábio continua ótima, apesar de agora termos tido pouco tempo um para o outro. Ele tem tido jogos e eu tenho tido aulas e muitas coisas para estudar.

Logo à noite vamos jantar e matar as saudades um do outro. Uma semana longe dele parece uma eternidade!

De: Amor 
"Estás pronta?"

Para: Amor
"Sim."

De: Amor 
"Daqui a 5 minutos estou aí. Até já."


Na verdade ainda faltava calçar-me, mas já estava praticamente despachada. Tinha optado por um visual simples mas uma mulher precisa sempre de um tempinho para se arranjar.


Saí de casa exatamente no momento em que ele estava a chegar. Entrei no carro e dei-lhe um beijo que de imediato me transmitiu que algo não estava bem.

- O que se passa? - perguntei.
- Estou chateado. O dia não me correu bem.
- Então amor?
- Já falamos nisso, quando chegarmos ao restaurante. Então, como te correu o exame?
- Correu bem. Os dias perdidos a estudar serviram para alguma coisa. - respondi, mas estava bem mais preocupada com ele.

Chegámos ao restaurante onde já era habitual jantarmos. Depois de nos sentarmos, pedimos a comida e conversámos enquanto esperávamos.

- Não estou a gostar dessa carinha... Já me podes dizer o que se passou?
- Riscaram-me o carro! E foi de propósito!
- Como sabes?
- Katyanne, percebe-se perfeitamente pela profundidade dos riscos. 
- Algum invejoso, tem calma amor.
- Já há uns tempos recebi umas mensagens estranhas em anónimo, agora isto. Odeio estas cenas! - disse ele, chateado.
- Mensagens? Que mensagens? Mas ameaças?
- Sim, uma até foi no ano novo. Fiquei logo a bater mal.
- Oh, tu sabes como são as pessoas... Não têm nada que fazer, chateiam os outros. Esquece isso bebé. - na verdade, estas coisas arrepiavam-me. Saber que alguém poderia andar atrás do Fábio, enchia-me de medo. Apesar disso, eu sabia que são coisas que fazem parte da vida de uma figura pública e que não poderia passar de alguém a descarregar a sua frustração.
- Sim, vamos mas é aproveitar que estamos juntos. Estava a morrer de saudades tuas!
- Também eu. Passo as semanas todas a ansiar pelo fim de semana. - disse eu com um ar triste.
- Por um lado é bom...
- O quê? Estarmos tanto tempo sem nos vermos?
- Sim... Não te enjoas de mim e quando estás comigo dás-me mais miminhos!
- Eu não me enjoaria de ti nem que vivesse colada a ti 24 horas por dia. 
- Queres experimentar? - perguntou ele num tom brincalhão.
- Quem me dera. - respondi com um ar sonhador.

Entretanto acabámos de comer.

- Amor, vamos estar juntos um bocadinho? - perguntou-me ele, agarrando-me pela cintura enquanto saíamos do restaurante.
- Na tua casa?
- Sim. O que achas? Tenho saudades tuas...
- Parece-me uma boa ideia. - respondi-lhe num tom provocador ao qual ele ripostou com muitos beijinhos na minha bochecha.
- Podias mesmo era passar a noite comigo... - disse ele enquanto entrava no carro.
- Isso já não sei, amor. Não disse nada lá em casa...
- Já não estamos juntos à tanto tempo... Ligas à tua mãe, de certeza que ela não se importa. - dizia ele, enquanto fazia uma cara de criança que tenta convencer a mãe a comprar-lhe um doce.
- Como é que eu vou dizer que não a um convite destes? - respondi, dando-lhe um beijo.

Chegámos a casa dele e dirigimo-nos ao quarto, onde fui pousar as minhas coisas. Na verdade, ambos sabíamos que aquele era o local da casa onde queríamos envolver-nos em beijos e amassos, para matar as saudades de uma semana longe um do outro.
Numa troca rápida de olhares intensos, exprimimos a mesma vontade e lançámo-nos um para o outro. Os braços dele envolveram o meu corpo que se tornava pequeno quando envolvido pela musculatura forte daquele homem, o meu homem. Num beijo apressado, as nossas respirações aceleravam também. Não dava para evitar aquele que seria o nosso destino naquela noite, a entrega um ao outro.
As mãos dele acariciavam a minha cara e o meu cabelo. As minhas, percorriam o tronco definido dele. E assim, quisemos soltar-nos das roupas que impediam o contacto direto da minha pele com a dele. Lentamente os nossos corpos ficaram desnudos e entregámo-nos um ao outro com um amor que só nós conhecíamos, com uma cumplicidade que era só nossa, com um carinho que nos dava vida. Era nestes momentos, só nossos, que nos amávamos ainda mais, como se fosse a primeira vez.

De volta!

Meninas, após mais uma temporada de ausência, estou de volta!
Sei que tenho sido bastante inconstante na escrita dos capítulos, mas a vida para além da internet ocupa-me a maior parte do tempo e escrever só é possível raramente.
Ainda assim, sinto um grande carinho por esta história que já existe há 4 anos e pelas personagens que criei. Como tal, quero continuar a escrever e dar-vos a conhecer a história que imaginei.
Sei que não escrevo há um ano, mas as quase 18 mil visitas com que me deparei quando voltei aqui deram-me um enorme incentivo! Espero que não tenham desistido na história, assim como eu não desisti dela, apesar das grandes dificuldades que tive em continuar. Espero que compreendam e que agora se divirtam a ler!
Beijinhos grandes :)