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sábado, 13 de julho de 2013

CAPÍTULO 40 - "A Joana mudou mesmo."

Estava magoada e desiludida com a atitude da Joana. Aquela que tinha sido uma irmã para mim, era agora uma pessoa que demonstrava inveja e cinismo, mas apesar de tudo era especial para mim.
Voltei para casa, desanimada com o rumo que aquele lanche tinha levado.

- Então baby, onde foste? - perguntou-me o Hugo, dando-me um suave beijo na testa quando entrei em casa.
- Não queiras saber. - respondi num tom amargo.
- Então? - questionou, rapidamente, dando voz ao seu instinto de irmão protector e preocupado.
- Fui lanchar com a Joana. Era suposto esclarecermos os mal-entendidos, mas afinal quem tinha entendido mal era eu. A Joana mudou mesmo.
- Explica lá isso. - pediu, dirigindo-se ao seu quarto até onde, automaticamente, o segui.
- Eu só tentei mostrar-lhe que ela errou em relação a ti e ela disparou montes de críticas para tentar culpar-me. Até disse que eu me achava superior!
- O quê? Fogo, essa miúda! É preciso ter uma conversa com ela!
- Hugo, esquece. O que temos a fazer é ignorar. Ela vai cair nela e vai perceber que errou. Vai ver aquilo que realmente perdeu.
- Fogo, a cena que eu sentia por ela, cada dia desaparece mais.
- Oh, tu gostavas dela a sério. Desde sempre se viu que havia química entre vocês. Mas a verdade é que a Joana que conhecíamos, mudou de um dia para o outro...
- Ya, eu gostava mesmo dela. Mas ela mostrou ser mais uma igual a tantas outras...

O toque do meu telemóvel interrompeu a conversa.

- Estou?
- Olá bebé! - era o Fábio.
- Olá meu amor.
- Então, ainda estás com a Joana? - perguntou-me.
- Não. Estou em casa, amor.
- Mas já está tudo bem?
- Não. Mas eu depois explico-te.
- Está bem amor, é só para te dizer que amanhã tenho treino bem cedinho, por isso, daqui a nada vou dormir.
- Hum... Lindo menino, a dormir cedinho!
- Ahah, só mesmo porque tem de ser! Então e a menina anda a fazer o quê?
- Estou no quarto do Hugo, estavamos aqui a conversar...
- Oh, desculpa ter interrompido amor.
- Não faz mal, tonto.
- Oh, eu desligo amor. Continua o que estavas a fazer. Eu vou jantar qualquer coisa e depois vou dormir. Depois mando-te mensagem, está bem?
- Sim. Beijinho grande.
- Beijinhos, amo-te muito.
- Eu também.

- Oh, tanto mel! - dizia o Hugo.
- Ahah, isso são ciúmes?
- E se forem? És minha irmã pá! Espero que o chavalo se ande a portar bem.
- Não te preocupes maninho!
- Não... Claro que preocupo! Mas vá, vamos mas é jantar pinguim. - disse o Hugo, brincando comigo.

Fomos jantar e pouco depois de termos terminado, batem à porta. Era a Joana.

- Boa noite. Posso entrar? - perguntou-me quando abri a porta.
- Por boa educação, entra. - respondi amargamente.
- Queria falar contigo e com o Hugo, se puder ser.

Dirigi-me ao quarto do Hugo, até onde a Joana me seguiu.

- Hugo? - chamei, enquanto abria a porta do seu quarto, devagar. - Está aqui a Joana. Quer falar connosco.
- O que é que tu queres? - perguntou ele à Joana.
- Deixem-me falar, só vos peço isso.

Sentámo-nos e deixámos que a Joana dissesse aquilo que tinha para dizer.

- Vocês sabem que durante estes anos todos temos sido inseparáveis. Que apesar das brigas normais sempre fomos os três muito unidos. E também não é mentira para ninguém que desde miúda tive um fraquinho por ti, Hugo. Não tinha sido isto que eu tinha imaginado...Achei que entre nós poderia crescer uma história bonita, e este mal entendido veio estragar tudo.
- Mal entendido? - interrompeu o Hugo, magoado.
- Sim, mal entendido! Sei que já passou muito tempo, eu podia perfeitamente ter vindo ter esta conversa antes, mas fui orgulhosa, e agora estou aqui a redimir-me, a admitir que tenho saudades tuas, tenho saudades vossas. Eu tive atitude de criança, deixei-me fascinar, pensei que pudesse adquirir alguns conhecimentos, tornar-me famosa, enfim, pensamentos fúteis que me fizeram perceber aquilo que realmente é importante para mim. Hugo, eu amo-te, quero pedir-te uma segunda oportunidade.
- As coisas não funcionam assim. Tu magoaste-me, Joana. - disse o Hugo.
- Mas no fundo vocês querem ficar juntos, sempre quiseram. - disse eu.
- Eu preciso de pensar. Dá tempo ao tempo. - disse o Hugo.
- Eu dou-te o tempo que precisares. Eu só quero ficar contigo. E quanto a ti, Katte, estou perdoada?
- Pela atitude que tiveste hoje... Bem, toda a gente merece uma segunda oportunidade, eu espero que não não me desiludas. - disse eu.

A Joana abraçou-me e o Hugo mantinha-se calado, pensativo.

- Bem, agora vou para o meu quarto, vocês precisam de falar. Até amanhã. - despedi-me.

2 comentários:

  1. Olá :)
    Venho aqui avisar que te marquei num selo no meu blogue espero que possas responder :)
    Beijinhos,
    Tatiana Chagas

    Post : http://eavidinhadela.blogspot.pt/2013/08/versatile.html

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  2. Olá!!! :D

    Amei o capitulo! Espero bem que continues a postar e ainda bem que voltaste a escrever!

    Espero o proximo e que venha rapido ;)

    Beijinhos

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