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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CAPÍTULO 36 - O nosso momento

Novamente, deixei-me cair sobre a cama dele, e ele fez o mesmo sobre mim.
Beijámo-nos perdendo a noção do tempo, ficando assim por tempos sem fim. Os beijos eram cada vez mais fugazes e as nossas respirações já se faziam ouvir perfeitamente entre aquelas quatro paredes.
Sem nunca interromper um beijo, forcei-o a uma rotação, ficando desta vez, eu por cima dele. Tudo aquilo continuava, e em nós predominava acima de tudo o amor e a paixão.

Para me sentir mais confortável, descalcei-me sem nunca quebrar o momento, utilizando um pé para descalçar o outro. As minhas mãos tornaram-se crianças indisciplinadas, com uma enorme vontade de provar uma guloseima. Assim, percorreram o peito e os abdominais esculpidos do Fábio e, por vontade própria, percorreram o caminho que as levava para baixo da camisola dele. Ao sentir agora a pele dele e toda aquela perfeição, sorri. O Fábio desceu as mãos dele, e pousou-as sobre as minhas nádegas, que não resistiu em massajar e apertar fortemente.
O clima estava de facto a aquecer e nós não o poderíamos evitar. Ambos desejávamos entregar-nos, ambos estávamos num outro mundo, no nosso mundo. Fui subindo então a camisola dele, com vontade de a tirar.

- Katyanne, tens a certeza que queres? - perguntou-me ele.
- Tenho a certeza absoluta.

Eu sabia que o queria, queria muito. Eu amava-o e tinha de tê-lo. Tinha a certeza que já estava na hora certa e algo em mim anseava por descobrir caminhos por onde nunca tinha navegado, mas que sabia que me perteciam, agora, apenas a mim. Olhámos um para o outro com uma força nunca antes sentida! Ele levantou-se, e foi acender cada uma das velas que tinha trazido da sala. Depois disso, apagou a luz e voltou para junto de mim.

Assim, continuámos aquilo que já haviamos começado. Livrei-me da camisola dele, a tremer. Eu tremia à medida que tínhamos cada vez menos roupa sobre nós. Tremi ao ver o Fábio só de boxers, onde era bastante evidente ver-se aquilo que ele estava a sentir. Era a primeira vez que eu estava naquela situação... O Fábio, sempre com muito cuidado, viu aquilo que nunca ninguém tinha visto... Aos poucos as nossas mãos viajavam por todos os recantos dos nossos corpos e, por dentro daquelas quatro paredes, houve magia. Senti o Fábio como nunca tinha sentido ninguém! Eu estava ali com ele, completamente feliz e rendida a todo aquele prazer. Eu sorria ao ver o respeito que ele tinha por mim e todo o cuidado que tinha para não me magoar. Ele sorria também, espontâneamente, e não por safadez mas por puro amor, ao ver cada recanto puro do meu corpo. E entre suspiros fortes e carícias perfeitas, por detrás daquela porta fechada do seu quarto, aconteceu...

**********

- Gostaste tanto como eu, amor...? - perguntou-me ele, com as mãos enroladas em mim, enquanto eu estava deitada sobre o seu peito.
- Amei! Eu não sei o que dizer... Estou tão feliz!
- Estás arrependida amor?
- Tu achas? Foi dos melhores momentos da minha vida! Estou mesmo feliz por ter sido contigo... Eu amo-te!
- Eu também te amo princesa. Amei, mesmo...

E depois daquela entrega, estava ali a sonhar acordada, deitada sobre o seu peito, a pensar no que acabara de viver e a pensar em como era feliz do lado dele.

- Fábio, a meia-noite! - disse de repente, ao cair na realidade.

Ele olhou para o relógio que se encontrava sobre a mesa da cabeceira e viu que faltavam apenas dois minutos. Preparou o champanhe, e ali, juntos, deitados na cama dele, apenas com um lençol sobre os nossos corpos, fizemos a contagem para entrar no novo ano.

- Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... - contámos juntos e o nosso zero foi um beijo apaixonado.

O Fábio vestiu os boxers e eu vesti a t-shirt dele, e pegando nos copos de champanhe, fomos à janela ver o fogo de artifício.

- Este foi o melhor ano da minha vida, porque apareceste tu.. - disse-lhe eu.
- E o próximo vai ser ainda melhor.
- Fábio, eu gostava de ficar contigo para sempre...
- Só não ficas se não quiseres! Eu amo-te, e prometo que nunca te vou deixar!
- Amo-te! - disse a seguir a um enorme sorriso.
- Eu também, mulher da minha vida.

Depois de vermos o fogo de artifício, fomos tomar banho juntos.
Entre carícias e beijos e com água morna a cair sobre nós, sentimos que nada nos podia separar. Tornámos a ser um do outro, desta vez na banheira. Tornou a haver magia... Estavamos mais felizes e apaixonados que nunca!

Após o banho, voltámos para a cama.

- Vou ligar aos meus pais. - disse ele.
- Sim, também tenho que ligar aos meus. - disse eu, pegando no telemóvel.

Antes de fazermos as chamadas, ficámos ambos a verificar as mensagens que tínhamos no telemóvel.

- Oh, o David e o Rúben mandaram mensagem a desejar bom ano! - disse-lhe eu.
- Sim, também mandaram para mim, tenho aqui mensagens que nunca mais acabam!
- Imagino, a equipa toda!

De repente, o Fábio faz uma cara estranha.

- Mensagem anónima? - disse ele, entre dentes, pensando em voz alta.
- Ham? - disse eu, para que ele repetisse, pois eu não tinha percebido o que ele tinha dito.
- Nada... Vou ligar-lhes!

Ambos ligámos aos nossos pais, para lhes desejar um bom ano, como é hábito fazer-se.
Depois disso, e depois de muito tempo a namorar, adormecemos agarradinhos...

6 comentários:

  1. Oie Oie (:

    Adoreiiii :) ! Foi lindo o momento deles :p


    Quero mais *_*


    Beijinhos*

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  2. ta lindo, fantastico...

    quero mais...

    continua...

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  3. Óh *.* Tá tão tão lindo :DD MAravilhoso mesmo.´


    Continua:DD Fiquei intrigada, de quem era a mensagem anónima:??

    Beijinhos*
    http://quandomenosseespera.blogs.sapo.pt/

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  4. Lindo, maravilhosoooo!
    Estou a adorar isto, pah! :D
    Continua... ansiosa por mais!
    Beijinhos*

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  5. são bué fofinhos^^
    ai mas mensagem anónima? quero saber o que vem aí mais beijinhos(:

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