Páginas

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CAPÍTULO 35 - "Passar a meia noite no teu quarto..."

- Amor, olha a porta. - disse eu ao Fábio, travando um beijo.

O Fábio levantou-se, expulsando um sopro aborrecido, e deu-me a mão para eu ir com ele abrir a porta.
Observou através da câmara que eram os seus pais e eu, de imediato soltei a mão dele.
Ele olhou para mim, mas respeitou-me e abriu a porta.

- Estava a ver que não estavas cá! Ah, filho, estás acompanhado, desculpa! Olá Katyanne! - disse a mãe dele, com um sorriso no rosto.

O Fábio foi cumprimentar os pais dele, gesto esse que eu repeti, enquanto os mesmos entraram na casa.

- Nós vamos já embora filho, não queremos incomodar. É só porque já vamos para a casa do tio, e viemos dar-te um beijinho. - disse a D. Josefina.
- Vais passar a meia noite em casa, filho? - perguntou o Sr. Bernardino.
- Ainda não sei. Então e vocês vão passar todos lá no tio?
- Sim, vamos. Era só para te darmos um beijinho. - disse a mãe do Fábio.
- Está bem, então vá, vão com cuidado. Eu depois ligo-vos. - respondeu ele.
- Está bem filho, vá beijinhos. Beijinhos Katyanne, divirtam-se.
- Obrigada, beijinhos. - respondi cordialmente, com um sorriso.

Após todas as despedidas, o Fábio fechou a porta e olhou para mim.

- Achas que já estavam a tocar há muito tempo? - perguntei.
- Não sei, mas não faz mal.
- Será que ficaram a pensar...
- Katyanne, esquece isso. Não deviam estar a tocar assim há tanto tempo, não sejas tonta! - disse o Fábio, olhando de seguida para o relógio. - E daqui a nada vão tocar de novo à campainha.
- Porquê? Estás à espera de alguém?
- Sim. Do nosso jantar! - disse ele, e de seguida a campaínha tocou.
- Que pontaria! Olha, então sai daqui que eu abro a porta, senão já sabes como é, o Fábio Coentrão a passar esta noite em casa, ainda apareces nas revistas de novo! - disse eu.
- Ahah, está bem, então toma o dinheiro. - disse ele, enquanto se afastava da porta.

Eu abri a porta e recebi a encomenda. Paguei ao rapaz, fechei a porta e de seguida fui colocar as coisas, com a ajuda do Fábio, no balcão da cozinha.

- Vamos comer já, amor? - perguntei.
- Tens fome?
- Mais ou menos. Digamos que... - deixei de pronunciar uma única palavra, ao aperceber-me de que não iria sair boa coisa.
- Que... Estavas a gostar mais de namorar, era? - perguntou-me, num tom provocador, agarrando-me pela cintura.
- Ah... Vamos jantar, vamos! - disse-lhe depois de um grande compasso de espera, silencioso em que senti as minhas bochechas quentes de vergonha.

O Fábio limitou-se a sorrir, pois tinha percebido que eu estava embaraçada. Preparámos as coisas e levámos a comida para a mesa. Já tudo pronto, eu fui verificar se tinha alguma chamada ou mensagem no telemóvel, enquanto o Fábio ligou a televisão onde iria começar a final de um reality show.
Fomos sentar-nos os dois, e começámos a servir-nos.

- Está com um óptimo aspecto. - disse eu.
- Desculpa amor, eu sei que devia ter sido eu a fazer o jantar, mas não imaginas o trabalhão que me deu pôr esta mesa!
- Ahah, tonto! Está muito bom na mesma!

Começámos então a comer, e ambos estávamos em silêncio.

- Posso saber em que é que estás a pensar? - perguntou-me.
- Em nada! - respondi, apressadamente.
- Hum... E posso fazer-te uma pergunta?
- Sim...
- Estavas a gostar de estar comigo, à bocado?
- Sim... Claro! Porquê?
- E estavas à vontade?
- Estava Fábio, claro que estava. Contigo eu estou sempre à vontade.
- É que... Olha, amor... Eu não quero que... - não o deixei terminar a frase, pois já sabia o que aí viria.
- Olha, vai começar! - disse eu, referindo-me ao programa de televisão, como pretexto para mudar de assunto.
- Katyanne! Desculpa... Eu vou respeitar-te... - ele agarrou na minha mão, fazendo com que eu desviasse a atenção da televisão e o olhasse nos olhos. - Eu espero por ti o tempo que for preciso.

Aquelas palavras foram especiais. Na verdade, eu não tinha medo, eu não estava desconfortável, eu não estava insegura... Eu amava-o, sentia-me bem com ele, confiava nele, tínhamos tudo para avançar.

- Fábio, desculpa...
- Não tens de pedir desculpa, se te sentes desconfortável em relação a isso.
- Mas, eu não me sinto desconfortável. - disse eu, baixando a cabeça. - Eu sinto-me muito bem do teu lado, eu confio totalmente em ti... Eu quando estive no teu quarto, não pensei em mais nada. Foi bom estar contigo, e eu sinto-me preparada para dar este passo.
- Amor, não precisas de dizer isso só para eu não ficar chateado ou algo assim. Eu amo-te e o que importa é estar contigo.
- Fábio, eu estou a dizer o que sinto. Eu sei que isso é um passo importante numa relação e eu acho que já está mais do que na hora para isso acontecer.  Não quero que te sintas limitado com medo da minha reacção, eu confio totalmente em ti. Quando tiver de acontecer, acontecerá.
- Eu só quero que tu tenhas a certeza se queres mesmo, é que eu quero que seja mesmo especial.
- Ser contigo, é o mais especial que pode haver.

Ele sorriu, e passou a mão pelo meu rosto.

- Quando tiver de acontecer, acontece meu amor, eu nunca te vou forçar nada, eu prometo. - disse ele.

Eu sorri e continuámos a comer. Depois de jantar, obriguei-o a que arrumássemos tudo, visto que ainda era cedo. Depois, preparámos uma mesa bonita com champanhe para a meia-noite. Não importava estarmos a "trabalhar" e a arrumar e preparar coisas, bastava estarmos a partilhar o mesmo espaço, para nos sentirmos juntos.

- Então e agora amor, o que queres ir fazer? Tens a certeza que queres passar a meia noite aqui? Se quiseres ir a uma festa, ou assim... - disse-me ele.
- Fábio, eu só quero estar contigo, aqui. - olhei-o nos olhos e dei-lhe um enorme beijo, que começou a tornar-se cada vez mais intenso. Aos poucos, iamos quase sem dar conta, em direcção ao quarto.
- Espera. - disse-me ele. Deixou-me ali, junto à porta do quarto e dirigiu-se à sala. Quando chega de novo ao pé de mim, vejo que trás a garrafa de champanhe e os copos na mão, que coloca depois, no quarto.
- Porque é que estás a trazer isso para aqui? - perguntei.
Ele não respondeu, e foi buscar as velas de decoração que se encontravam na mesma mesa. Espalhou-as pelo quarto e, por fim, respondeu-me.
- É que os teus beijos levam-me ao céu, e como lá não há relógio, podemos distrair-nos com as horas.
- Hum... Passar a meia noite no teu quarto... - disse eu fazendo uma cara de como se não estivesse muito satisfeita. - Parece-me uma óptima ideia! - disse sorrindo, pois sabia que o tinha assustado.

Iniciámos assim mais um beijo ardente, pois era aquilo que mais gostávamos de fazer.

3 comentários:

  1. Oie Oie (:


    Ameiiii (: , esta cada vez melhor esta fic :p


    Sabe sempre a tao pouco *_*


    Quero mais , sim ' *_*?



    Beijinhos*

    ResponderEliminar
  2. fantastico...

    quero mais...

    continua...

    ResponderEliminar