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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

CAPÍTULO 39 - "Fascinaste-te com outro mundo, um mundo que não é o teu... "

No dia seguinte, acordei com o inuito de me dirigir a uma papelaria para ver se a revista já tinha sido publicada.
Tomei um banho, vesti-me e fui tomar o pequeno-almoço. Já era quase hora de almoçar, pois ontem tinha chegado tarde a casa e tinha acordado tarde, também.

I Love Cookies

O Fábio, provavelmente, estaria ainda a dormir. Depois de tomar o pequeno almoço, dirigi-me ao local onde frequentemente comprava algumas revistas, jornais para o meu pai, ou até mesmo pastilhas.
No caminho, recebi um telefonema da Joana.

- Estou? - atendi.
- Olá. - respondeu. - Estás boa?
- Sim... E tu?
- Também. Não temos falado quase nada...
- Pois. - disse eu num tom amargo.
- Olha, liguei-te porque tu estás na capa de uma revista! Já viste?
- Não, mas estou a caminho da papelaria. Eu já sabia, fomos entrevistados ontem, no Shine.
- Ah...
- Os teus amigos não te convidaram? - perguntei com ironia.
- Que amigos?
- Não sei... O Javi, por exemplo.
- Oh Katyanne, fogo! Pára com isso!
- Ok, ok, desculpa. - respondi, não dando importância.
- Katte, não achas que devíamos parar com isto? - perguntou ela após um compasso de espera.
- Sim... - disse eu, a seguir a um longo suspiro. - Se calhar tens razão...
- Bolas, nós éramos como irmãs! Agora afastaste-te assim de mim...
- Não vás por aí. Tu sabes muito bem o meu motivo!
- Mas... Olha, não vamos falar disto. O assunto é entre mim e o Hugo, vamos fingir que nada aconteceu, está bem?
- Ok, vou tentar... - disse-lhe. - Mas só mesmo porque gosto de ti!
- Eu também gosto muito de ti. Não quero perder a tua amizade!
- Queres ir dar uma volta logo, para conversarmos melhor?
- Sim, pode ser.
- Então depois mando-te mensagem, para vermos as horas. Agora vou comprar a revista.
- Está bem. Então até logo.
- Até logo, beijinho.

Desliguei a chamada e entrei na papelaria. Pedi a revista VIP e reparei que o senhor que ma vendia, estava curioso pela minha fotografia na capa. Ainda assim, limitou-se a ser profissional e a trocar comigo as palavras habituais pela ligeira confiança que possuíamos. Paguei e saí da papelaria, nunca olhando para aquela capa. Dirigi-me a casa, e só lá é que fui ler o artigo.

Não éramos a notícia principal da capa, mas tínhamos um certo destaque na mesma.
Podia ver-se uma foto de ambos, e escrito estava "Coentrão assume namoro com estudante de 18 anos.". Já esta frase, não me deixava muito satisfeita, mas folheei as páginas da revista, para ler o conteúdo.

"Fábio Coentrão esteve presente ontem, na discoteca Shine, juntamente com alguns colegas do Benfica. Com ele, estava a sua namorada, Katyanne, de 18 anos. Como já tinha sido especulado, o casal já namora há quase um ano e só agora decidiu assumir.
"A Katyanne não é uma conquista. É a minha namorada, a mulher da minha vida." foi uma frase dita por Fábio Coentrão, demonstrando o amor que sente pela jovem.
O namoro com Andreia, ex-namorada do jogador, que durou cerca de ano e meio, está assim "morto e enterrado", e Fábio simplesmente recusou-se a falar sobre o assunto. Fábio e Katyanne, conheceram-se numa discoteca, e ao que parece, o jogador deixou-se encantar pela beleza da jovem. Assim, formaram uma amizade e não mais se largaram. Hoje afirmam estar felizes e muito apaixonados, e quem sabe, virão a viver juntos!"

Após ler isto, apenas detectei uma especulação falsa na última frase. Nós nunca tinhamos dito que iríamos viver juntos! Todavia, o artigo estava no geral, razoável, e as informações não nos prejudicavam em nada, por tanto, estava de consciência tranquila.
Com mais algumas fotos e textos a encher as páginas, terminei de ler tudo e fechei a revista. Mandei um sms ao Fábio a dizer-lhe que já tinha lido a revista e aproveitei também para lhe dizer que ia sair com a Joana.

**********

Fui buscar a Joana à casa dela, no meu carro, visto que ela ainda não tinha carta. Dirigimo-nos ao Centro Comercial Colombo para lancharmos e pormos a conversa em dia.

- Então, novidades? - perguntei.
- Está tudo na mesma... Ou pior.
- Pior?
- Sim! Fiquei sem o Hugo e sem ti...
- Pois...
- Sim, Katte, já sei que pensas que a culpa foi minha!
- E não foi? Joana, tu tinhas o meu irmão todo para ti e não deste valor. Sempre gostaste dele e isso via-se na tua cara, mas quando o conseguiste ter, não soubeste aproveitar. Fascinaste-te com outro mundo, um mundo que não é o teu... e deitaste tudo a perder!
- Um mundo que não é o meu? Porquê? É teu? Desde que começaste a namorar com o Fábio, tens achado que mandas no mundo! Lá por seres namorada de um jogador de futebol, pensas que esse mundinho é inalcansável para todos os outros!
- O quê???
- Sim, agora achas-te superior! Esqueces-te que os conhecemos ao mesmo tempo! Podíamos perfeitamente entrar as duas naquele círculo de pessoas, afinal de contas são pessoas normais! Mas tu atiraste-te logo à febra, para conseguires entrar no mundo dos VIP's! E eu, fico de parte!
- Ficas de parte, Joana? Quantas vezes não estiveste connosco? Quantas vezes não falaste e estiveste com jogadores?
- Quantas vezes não estive "convosco"... E porque é que tenho de ser eu a estar convosco? Porque é que não me tornei uma amiga deles, tal como tu? Porque tu nunca quiseste que eu fizesse parte desse teu círculo de amigos! Querias dar-te com a alta categoria e cagaste em mim!
- Joana, estás a ser egoísta e mentirosa!
- Mentirosa? Eu?
- Sim, tu! Sempre te deste humildemente comigo e com o Hugo, sempre foste apaixonada por ele... Começaram a namorar e tu eras a pessoa mais feliz do mundo! Mas assim que viste que eu me dava com figuras públicas, não quiseste saber do meu irmão e colaste-te logo, para te tornares amiga deles, é mentira?
- Ai, colei-me? Tu devias ter vergonha! Se fosses minha amiga, não te esquecias de mim!
- Eu não me esqueci de ti! Afastei-me porque achei que foste muito injusta com o meu irmão! Estavas a ignorá-lo completamente!
- Olha Katyanne, não te vou dizer mais nada! Fica com os teus amiguinhos e amiguinhas famosos. Colei-me a um mundo que não era meu... Um dia ainda vais precisar desta pessoa inferior a ti, e depois temos pena, dirige-te aos VIP's!

Ela virou-me as costas e foi-se embora. As palavras dela tinham-me magoado imenso! Se havia coisa que eu não sou é egoísta... Nunca me achei superior a ninguém, muito menos à Joana! Eu continuava a mesma pessoa... Já ela, parecia demonstrar-se agora uma pessoa invejosa, interesseira e egoísta. E sinceramente, preferia não lidar com uma pessoa assim...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

10.000 visitas ! Obrigada! :)



Olá leitoras! Queria agradecer as mais de dez mil visitas ao blog! Era um número que realmente não esperava, mas que com a vossa ajuda, consegui alcançar! Muito obrigada por seguirem a fanfic e acima de tudo pelos vossos comentários que me dão muita força, apoio e incentivo!
Estas dez mil visitas devem-se exclusivamente a vocês! Obrigada!!!

CAPÍTULO 38 - "O público quer saber quem é a sua nova conquista."

Fui almoçar com a minha família e confesso que durante todo aquele dia e até mesmo de noite, não conseguia deixar de pensar nos momentos que eu tinha vivido com o Fábio. Era impossível esquecer-me daqueles momentos de magia em que nos entregámos um ao outro, impossível esquecer-me daquilo que tinha sentido e visto pela primeira vez... Ao dormir, tive um lindo sonho com o Fábio.

No dia seguinte acordei com uma mensagem do Fábio, para que lhe ligasse logo que pudesse. Após ler a mensagem, assim o fiz.

- Estou? - atendeu ele.
- Estou, amor. Aconteceu alguma coisa? - perguntei.
- Não amor, mas tenho uma coisa para te contar.
- Diz.
- Ligaram-me de uma revista e fizeram-me imensas perguntas. Queriam que nós assumíssemos o namoro e queriam tirar umas fotos. Não era aquela revista onde publicaram da outra vez, é outra que queria comprovar se era verdade.
- E o que é que disseste?
- Eu disse que não queria falar da minha vida privada. Eles bombardearam-me com perguntas sobre o meu passado, e eu só disse que estava feliz e não queria falar.
- Então se calhar é melhor não ir àquela festa no Shine... Vai lá estar imensa gente conhecida e as revistas não vão ser ausência!
- Pois...
- Mas achas que conseguimos esconder por muito mais tempo?
- Katyanne, eu não sei. Eu só tento resguardar-me por ti, para te proteger. Porque na verdade, tenho muito orgulho em ter-te como namorada e não tenho problemas nenhuns em demonstrar isso.
- Amor, eu acho o mesmo. Se nos perguntarem se estamos juntos, acho que não há problema em assumirmos. Já fomos apanhados, enquanto não assumirmos não te vão deixar em paz... É normal, és uma figura pública. Mas eu não tenho problemas com isso, amor, a sério.
- Então, olha, vamos fazer a nossa vida normalmente, vamos à festa, se nos perguntarem alguma coisa, assumimos. Assim, o mundo vê que a rapariga mais linda do mundo é minha!
- Ahah, que lata! As tuas fãs é que não vão achar muita piada.
- Só quero saber da minha princesa...! - disse ele, num tom romântico.

Após mais alguns minutos de conversa, desligámos.
Os dias foram passando, e não tivemos muito tempo para estar juntos. Assim, só nos vimos cerca de uma semana depois, no dia em que iríamos à tal festa.

Era uma festa numa discoteca muito conhecida no mundo VIP e para além de actores, iriam vários jogadores de futebol, entre eles muitos colegas do Fábio. Eu também tinha sido convidada pelo Rúben Amorim que tinha tratado de tudo, e após aquela conversa com o Fábio, decidi ir.

Com um casaco bem quentinho, visto que estava frio, optei por este look:





O Fábio foi buscar-me a casa, e assim dirigimo-nos à festa. Quando lá chegámos, haviam alguns paparazzi, poucos, mas que tentavam tirar as melhores fotos a quem entrava na discoteca.
A noite foi muito animada, onde pudemos conviver e divertir-nos.
A certa altura, apercebemo-nos da presença de alguns jornalistas e fotógrafos que entrevistavam actores e jogadores. Era previsível que também nós fossemos alvos... e fomos mesmo.

- Boa noite Fábio, a rapariga que está consigo é sua namorada? - perguntou uma jornalista, com cerca de 30 anos e um à-vontade plausível. - A revista VIP gostaria de fazer-lhe algumas perguntas. O que apareceu na TV 7dias é verdade? O Fábio tem namorada?
- Tenho. - respondeu ele, sem dar muita confiança. Eu aproximei-me e coloquei a minha mão nas suas costas.
- É você a namorada de Fábio Coentrão? - perguntou-me ela.
- Sim, sou. - respondi.
- Então, Fábio, assume o namoro? - perguntou ela.
- Sim, nós somos namorados e estamos muito felizes.
- Podia tirar umas fotos e fazer algumas perguntas? O público quer saber quem é a sua nova conquista.
- A Katyanne não é uma conquista. É a minha namorada, a mulher da minha vida.
- Como disse que se chamava? - perguntava a jornalista enquanto escrevia a frase que o Fábio tinha dito.
- Katyanne. - disse eu, e de seguida soletrei.

A jornalista fez-nos vários perguntas, algumas às quais preferimos não responder, e após algumas fotos, a jornalista ficou satisfeita e retirou-se.
Nós não nos sentíamos mal, estavamos apenas a assumir o nosso namoro perante todos. O Fábio era um pouco tímido em relação a isso. Eu, não estava habituada a estas coisas, mas não me importei absolutamente nada!
Agora, estava ansiosa por ver aquilo que iria ser publicado, e desejava que não surgissem mentiras, como sabemos que acontece muitas vezes.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

CAPÍTULO 37 - "Que cara é essa?"

*FÁBIO :

O sol, apesar de pouco, já clareava o quarto e já me tinha levado a abrir os olhos e acordar. Ao olhar para o lado, um enorme sorriso foi inevitável quando vi que a tinha ali, comigo, ao meu lado. Maior foi esse sorriso, ainda, quando relembrei cada momento vivido mesmo antes de termos ido dormir. Estava verdadeiramente feliz! Com a Katyanne, tinha encontrado a verdadeira felicidade e sentia-me como já não me lembrava de alguma vez ter sentido.
Ela estava a dormir como um anjo e, eu fiquei ali, a olhar para cada traço do seu rosto e não resisti em passar a minha mão pela sua face e seguidamente pelos seus cabelos. Não tinha a mínima intenção de a acordar, queria simplesmente matar o desejo que tinha de tocar na sua pele, pois cada carícia, cada toque, cada gesto, cada palavra, eram como um conforto no meu interior.
Ao acariciá-la, os seus olhos abriram-se devagarinho e após alguns movimentos de "preguiça" abriu completamente os olhos e esboçou um enorme sorriso ao ver-me.

- Bom dia princesa!
- Bom dia meu amor! - disse ela, sorrindo.
- Dormiste bem?
- Lindamente. E tu?
- Contigo ao meu lado o que é que achas? - respondi-lhe num tom carinhoso.
- Hum... Bem?
- Claro que sim! E que tal irmos tomar um banho juntos e depois tomarmos o pequeno almoço? - sugeri.
- É uma boa ideia, mas eu não tenho mais roupa...
- Ah, pois é.
- Mas não há problema, vamos! - disse ela, levantando-se da cama e puxando-me.

Dirigimo-nos à casa de banho e fomos então tomar banho os dois. Confesso que estava embaraçado pois não conseguia esconder a sensação que o seu corpo me causava e, tentei sempre que ela não olhasse, apesar de ser impossível escondê-lo.
Havia imensa espuma e decidi iniciar assim uma brincadeira com ela, colocando espuma no seu nariz. Ambos aproveitávamos essa espuma para cobrir as mais íntimas partes dos nossos corpos, pois apesar de já as termos conhecido na noite anterior, necessitávamos de um certo resguardo. Afinal de contas, estavamos frente a frente, os olhares eram inevitáveis, e assim como eu tinha vergonha que ela visse aquilo que eu estava a sentir, era normal que ela também não se sentisse confortável estar à minha frente, completamente destapada. Assim, a espuma que tinhamos colocado prévia e propositadamente, era útil para isso mas também foi um pretexto para brincarmos.

- Ahah, queres festa Fábio Alexandre! - disse ela enquanto encheu o meu cabelo de espuma. - Vem cá, que vou fazer-te um penteado!
- Não, não vais! Eu é que te vou fazer a ti!
- Está quieto, vem cá amor! 

Depois das brincadeiras, molhámo-nos bem agarrados. Saímos do banho e vestimo-nos. Enquanto a Katyanne penteava o cabelo eu ia preparando a mesa para o pequeno almoço.

- Hum, parece um banquete! - disse ela ao ver a mesa.
- Tem de ser, é o primeiro pequeno-almoço do ano!
- Já é quase almoço!
- Ahah, pois é. Vá, vem comer amor.
- Espera vou só buscar o meu telemóvel bebé. - disse ela, que não conseguia passar muito tempo longe do seu inseparável.
- Traz também o meu, já agora.

Ela foi buscar os telemóveis, voltou e sentou-se à mesa. Deu-me o meu, e enquanto mexia no dela para, provavelmente, responder a alguma mensagem, eu vi também que tinha uma mensagem no telemóvel. Era de novo uma mensagem anónima... A que eu tinha recebido ontem dizia: "Ano novo, vida nova.". Esta segunda, era bem mais inrigante pois dizia: "A felicidade acaba quando menos esperamos. Cuidado.".
Estas situações incomodavam-me bastante mas eu não queria dizer nada à Katyanne, pois isto provavelmente não passaria de uma brincadeira de mau gosto, ainda por mais sendo eu uma figura pública.

- Que cara é essa? - perguntou-me ela.
- Que cara?!
- A tua!!! Parece que recebeste uma má notícia...
- Não. Estou bem, amor.
- Hum, então, vamos comer?
- Sim. - respondi

- Em que é que estás a pensar? - perguntou-me ela, alguns minutos depois.
- Em ti! - respondi. Era verdade que estava a pensar nos momentos maravilhosos que tínhamos passado na noite anterior mas também estava a incomodado a pensar quem seria o autor daquelas mensagens, e o que quereria dizer com aquilo.
- Hum... Já percebi! Bem, amor, vou ajudar-te a arrumar isto, é que tenho de ir almoçar a casa. É ano novo e a família reúne-se, sabes como é. - disse ela num tom de não ter muita vontade de sair de ao pé de mim, o que me soube bem.
- Oh... Estava aqui tão bem contigo!
- Pois, eu também, mas tem de ser.
- Então deixa isto, eu depois arrumo. Vamos, eu levo-te.
- Não, isto é rápido, se formos os dois custa menos!

Arrumámos as coisas e de seguida fui levá-la a casa.

- Vou morrer de saudades. - disse eu, enquanto me despedia dela no carro, à porta da sua casa.
- Também eu! Adorei estar contigo.
- Também eu princesa. Quero repetir...
- Sim, também quero muito! - disse ela, dando-me um beijo. - Bem, então tchau amor.
- Xau, pensa muito em mim!
- Vou pensar.
- Amo-te. - disse-lhe eu, sorrindo.
- Também te amo.

Ela saiu do carro em direcção à sua casa. Agora sem ela eu já não estava tão bem... Tinha amado acabar e começar o ano com ela, tinha adorado os nossos momentos... Sinto que preciso de estar com ela 24 horas por dia.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CAPÍTULO 36 - O nosso momento

Novamente, deixei-me cair sobre a cama dele, e ele fez o mesmo sobre mim.
Beijámo-nos perdendo a noção do tempo, ficando assim por tempos sem fim. Os beijos eram cada vez mais fugazes e as nossas respirações já se faziam ouvir perfeitamente entre aquelas quatro paredes.
Sem nunca interromper um beijo, forcei-o a uma rotação, ficando desta vez, eu por cima dele. Tudo aquilo continuava, e em nós predominava acima de tudo o amor e a paixão.

Para me sentir mais confortável, descalcei-me sem nunca quebrar o momento, utilizando um pé para descalçar o outro. As minhas mãos tornaram-se crianças indisciplinadas, com uma enorme vontade de provar uma guloseima. Assim, percorreram o peito e os abdominais esculpidos do Fábio e, por vontade própria, percorreram o caminho que as levava para baixo da camisola dele. Ao sentir agora a pele dele e toda aquela perfeição, sorri. O Fábio desceu as mãos dele, e pousou-as sobre as minhas nádegas, que não resistiu em massajar e apertar fortemente.
O clima estava de facto a aquecer e nós não o poderíamos evitar. Ambos desejávamos entregar-nos, ambos estávamos num outro mundo, no nosso mundo. Fui subindo então a camisola dele, com vontade de a tirar.

- Katyanne, tens a certeza que queres? - perguntou-me ele.
- Tenho a certeza absoluta.

Eu sabia que o queria, queria muito. Eu amava-o e tinha de tê-lo. Tinha a certeza que já estava na hora certa e algo em mim anseava por descobrir caminhos por onde nunca tinha navegado, mas que sabia que me perteciam, agora, apenas a mim. Olhámos um para o outro com uma força nunca antes sentida! Ele levantou-se, e foi acender cada uma das velas que tinha trazido da sala. Depois disso, apagou a luz e voltou para junto de mim.

Assim, continuámos aquilo que já haviamos começado. Livrei-me da camisola dele, a tremer. Eu tremia à medida que tínhamos cada vez menos roupa sobre nós. Tremi ao ver o Fábio só de boxers, onde era bastante evidente ver-se aquilo que ele estava a sentir. Era a primeira vez que eu estava naquela situação... O Fábio, sempre com muito cuidado, viu aquilo que nunca ninguém tinha visto... Aos poucos as nossas mãos viajavam por todos os recantos dos nossos corpos e, por dentro daquelas quatro paredes, houve magia. Senti o Fábio como nunca tinha sentido ninguém! Eu estava ali com ele, completamente feliz e rendida a todo aquele prazer. Eu sorria ao ver o respeito que ele tinha por mim e todo o cuidado que tinha para não me magoar. Ele sorria também, espontâneamente, e não por safadez mas por puro amor, ao ver cada recanto puro do meu corpo. E entre suspiros fortes e carícias perfeitas, por detrás daquela porta fechada do seu quarto, aconteceu...

**********

- Gostaste tanto como eu, amor...? - perguntou-me ele, com as mãos enroladas em mim, enquanto eu estava deitada sobre o seu peito.
- Amei! Eu não sei o que dizer... Estou tão feliz!
- Estás arrependida amor?
- Tu achas? Foi dos melhores momentos da minha vida! Estou mesmo feliz por ter sido contigo... Eu amo-te!
- Eu também te amo princesa. Amei, mesmo...

E depois daquela entrega, estava ali a sonhar acordada, deitada sobre o seu peito, a pensar no que acabara de viver e a pensar em como era feliz do lado dele.

- Fábio, a meia-noite! - disse de repente, ao cair na realidade.

Ele olhou para o relógio que se encontrava sobre a mesa da cabeceira e viu que faltavam apenas dois minutos. Preparou o champanhe, e ali, juntos, deitados na cama dele, apenas com um lençol sobre os nossos corpos, fizemos a contagem para entrar no novo ano.

- Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... - contámos juntos e o nosso zero foi um beijo apaixonado.

O Fábio vestiu os boxers e eu vesti a t-shirt dele, e pegando nos copos de champanhe, fomos à janela ver o fogo de artifício.

- Este foi o melhor ano da minha vida, porque apareceste tu.. - disse-lhe eu.
- E o próximo vai ser ainda melhor.
- Fábio, eu gostava de ficar contigo para sempre...
- Só não ficas se não quiseres! Eu amo-te, e prometo que nunca te vou deixar!
- Amo-te! - disse a seguir a um enorme sorriso.
- Eu também, mulher da minha vida.

Depois de vermos o fogo de artifício, fomos tomar banho juntos.
Entre carícias e beijos e com água morna a cair sobre nós, sentimos que nada nos podia separar. Tornámos a ser um do outro, desta vez na banheira. Tornou a haver magia... Estavamos mais felizes e apaixonados que nunca!

Após o banho, voltámos para a cama.

- Vou ligar aos meus pais. - disse ele.
- Sim, também tenho que ligar aos meus. - disse eu, pegando no telemóvel.

Antes de fazermos as chamadas, ficámos ambos a verificar as mensagens que tínhamos no telemóvel.

- Oh, o David e o Rúben mandaram mensagem a desejar bom ano! - disse-lhe eu.
- Sim, também mandaram para mim, tenho aqui mensagens que nunca mais acabam!
- Imagino, a equipa toda!

De repente, o Fábio faz uma cara estranha.

- Mensagem anónima? - disse ele, entre dentes, pensando em voz alta.
- Ham? - disse eu, para que ele repetisse, pois eu não tinha percebido o que ele tinha dito.
- Nada... Vou ligar-lhes!

Ambos ligámos aos nossos pais, para lhes desejar um bom ano, como é hábito fazer-se.
Depois disso, e depois de muito tempo a namorar, adormecemos agarradinhos...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CAPÍTULO 35 - "Passar a meia noite no teu quarto..."

- Amor, olha a porta. - disse eu ao Fábio, travando um beijo.

O Fábio levantou-se, expulsando um sopro aborrecido, e deu-me a mão para eu ir com ele abrir a porta.
Observou através da câmara que eram os seus pais e eu, de imediato soltei a mão dele.
Ele olhou para mim, mas respeitou-me e abriu a porta.

- Estava a ver que não estavas cá! Ah, filho, estás acompanhado, desculpa! Olá Katyanne! - disse a mãe dele, com um sorriso no rosto.

O Fábio foi cumprimentar os pais dele, gesto esse que eu repeti, enquanto os mesmos entraram na casa.

- Nós vamos já embora filho, não queremos incomodar. É só porque já vamos para a casa do tio, e viemos dar-te um beijinho. - disse a D. Josefina.
- Vais passar a meia noite em casa, filho? - perguntou o Sr. Bernardino.
- Ainda não sei. Então e vocês vão passar todos lá no tio?
- Sim, vamos. Era só para te darmos um beijinho. - disse a mãe do Fábio.
- Está bem, então vá, vão com cuidado. Eu depois ligo-vos. - respondeu ele.
- Está bem filho, vá beijinhos. Beijinhos Katyanne, divirtam-se.
- Obrigada, beijinhos. - respondi cordialmente, com um sorriso.

Após todas as despedidas, o Fábio fechou a porta e olhou para mim.

- Achas que já estavam a tocar há muito tempo? - perguntei.
- Não sei, mas não faz mal.
- Será que ficaram a pensar...
- Katyanne, esquece isso. Não deviam estar a tocar assim há tanto tempo, não sejas tonta! - disse o Fábio, olhando de seguida para o relógio. - E daqui a nada vão tocar de novo à campainha.
- Porquê? Estás à espera de alguém?
- Sim. Do nosso jantar! - disse ele, e de seguida a campaínha tocou.
- Que pontaria! Olha, então sai daqui que eu abro a porta, senão já sabes como é, o Fábio Coentrão a passar esta noite em casa, ainda apareces nas revistas de novo! - disse eu.
- Ahah, está bem, então toma o dinheiro. - disse ele, enquanto se afastava da porta.

Eu abri a porta e recebi a encomenda. Paguei ao rapaz, fechei a porta e de seguida fui colocar as coisas, com a ajuda do Fábio, no balcão da cozinha.

- Vamos comer já, amor? - perguntei.
- Tens fome?
- Mais ou menos. Digamos que... - deixei de pronunciar uma única palavra, ao aperceber-me de que não iria sair boa coisa.
- Que... Estavas a gostar mais de namorar, era? - perguntou-me, num tom provocador, agarrando-me pela cintura.
- Ah... Vamos jantar, vamos! - disse-lhe depois de um grande compasso de espera, silencioso em que senti as minhas bochechas quentes de vergonha.

O Fábio limitou-se a sorrir, pois tinha percebido que eu estava embaraçada. Preparámos as coisas e levámos a comida para a mesa. Já tudo pronto, eu fui verificar se tinha alguma chamada ou mensagem no telemóvel, enquanto o Fábio ligou a televisão onde iria começar a final de um reality show.
Fomos sentar-nos os dois, e começámos a servir-nos.

- Está com um óptimo aspecto. - disse eu.
- Desculpa amor, eu sei que devia ter sido eu a fazer o jantar, mas não imaginas o trabalhão que me deu pôr esta mesa!
- Ahah, tonto! Está muito bom na mesma!

Começámos então a comer, e ambos estávamos em silêncio.

- Posso saber em que é que estás a pensar? - perguntou-me.
- Em nada! - respondi, apressadamente.
- Hum... E posso fazer-te uma pergunta?
- Sim...
- Estavas a gostar de estar comigo, à bocado?
- Sim... Claro! Porquê?
- E estavas à vontade?
- Estava Fábio, claro que estava. Contigo eu estou sempre à vontade.
- É que... Olha, amor... Eu não quero que... - não o deixei terminar a frase, pois já sabia o que aí viria.
- Olha, vai começar! - disse eu, referindo-me ao programa de televisão, como pretexto para mudar de assunto.
- Katyanne! Desculpa... Eu vou respeitar-te... - ele agarrou na minha mão, fazendo com que eu desviasse a atenção da televisão e o olhasse nos olhos. - Eu espero por ti o tempo que for preciso.

Aquelas palavras foram especiais. Na verdade, eu não tinha medo, eu não estava desconfortável, eu não estava insegura... Eu amava-o, sentia-me bem com ele, confiava nele, tínhamos tudo para avançar.

- Fábio, desculpa...
- Não tens de pedir desculpa, se te sentes desconfortável em relação a isso.
- Mas, eu não me sinto desconfortável. - disse eu, baixando a cabeça. - Eu sinto-me muito bem do teu lado, eu confio totalmente em ti... Eu quando estive no teu quarto, não pensei em mais nada. Foi bom estar contigo, e eu sinto-me preparada para dar este passo.
- Amor, não precisas de dizer isso só para eu não ficar chateado ou algo assim. Eu amo-te e o que importa é estar contigo.
- Fábio, eu estou a dizer o que sinto. Eu sei que isso é um passo importante numa relação e eu acho que já está mais do que na hora para isso acontecer.  Não quero que te sintas limitado com medo da minha reacção, eu confio totalmente em ti. Quando tiver de acontecer, acontecerá.
- Eu só quero que tu tenhas a certeza se queres mesmo, é que eu quero que seja mesmo especial.
- Ser contigo, é o mais especial que pode haver.

Ele sorriu, e passou a mão pelo meu rosto.

- Quando tiver de acontecer, acontece meu amor, eu nunca te vou forçar nada, eu prometo. - disse ele.

Eu sorri e continuámos a comer. Depois de jantar, obriguei-o a que arrumássemos tudo, visto que ainda era cedo. Depois, preparámos uma mesa bonita com champanhe para a meia-noite. Não importava estarmos a "trabalhar" e a arrumar e preparar coisas, bastava estarmos a partilhar o mesmo espaço, para nos sentirmos juntos.

- Então e agora amor, o que queres ir fazer? Tens a certeza que queres passar a meia noite aqui? Se quiseres ir a uma festa, ou assim... - disse-me ele.
- Fábio, eu só quero estar contigo, aqui. - olhei-o nos olhos e dei-lhe um enorme beijo, que começou a tornar-se cada vez mais intenso. Aos poucos, iamos quase sem dar conta, em direcção ao quarto.
- Espera. - disse-me ele. Deixou-me ali, junto à porta do quarto e dirigiu-se à sala. Quando chega de novo ao pé de mim, vejo que trás a garrafa de champanhe e os copos na mão, que coloca depois, no quarto.
- Porque é que estás a trazer isso para aqui? - perguntei.
Ele não respondeu, e foi buscar as velas de decoração que se encontravam na mesma mesa. Espalhou-as pelo quarto e, por fim, respondeu-me.
- É que os teus beijos levam-me ao céu, e como lá não há relógio, podemos distrair-nos com as horas.
- Hum... Passar a meia noite no teu quarto... - disse eu fazendo uma cara de como se não estivesse muito satisfeita. - Parece-me uma óptima ideia! - disse sorrindo, pois sabia que o tinha assustado.

Iniciámos assim mais um beijo ardente, pois era aquilo que mais gostávamos de fazer.

CAPÍTULO 34 - Charme, luxúria e muita paixão

Já era o último dia do ano! Estava à espera que o Fábio me viesse buscar para ir passar a passagem do ano com ele.

O Hugo ia passar a meia-noite com os amigos. Tinha decidido ir divertir-se e esquecer a Joana, pois queria entrar em grande no ano, e curtir a vida.

Eu confesso que estava ansiosa e nervosa por ir passar a passagem de ano sozinha com o Fábio... Ia ser concerteza uma noite especial e eu tinha borboletas no estômago!

Após alguma indecisão na escolha da roupa, optei por algo glamoroso mas não muito arrojado, pois muito provavelmente não iríamos sair da casa dele.


Pouquíssimo tempo depois de estar pronta, ouvi a buzina do carro do Fábio e assim, despedi-me dos meus pais e do Hugo, e dirigi-me rapidamente até ao carro dele.

- Olá minha gata! - disse ele, com um sorriso deslumbrante.
- Olá gato! - respondi, deitando-lhe a língua de fora. Ao entrar no carro, um aroma suave, masculino e agradabilíssimo estimula as minhas células criando-me uma sensação óptima. Nunca havia sentido antes o odor daquele perfume, que combinado com o casaco branco que ele envergava, o tornava, aos meus olhos, um bombom delicioso e muito apetecível. Todo aquele charme me orgulhava, ao olhar para ele e pensar que aquele homem era meu.
- Que cara é essa, amor?
- Nada. - disse, dando-lhe um suave beijo nos lábios. - Estás deslumbrante...e cheirosinho! - afirmei, passando a minha mão pelo seu rosto.
- Isso digo eu... - disse ele, após um sorriso de algum embaraço, por vergonha dos elogios.

Sorri, sem pensar em qualquer frase para lhe responder. Aquele aroma preenchia cada espaço dentro do carro, e a presença de tanto charme junto a mim, deixava-me então extasiada. Durante todo o caminho, com a troca de breves palavras, eu apreciava cada movimento e cada gesto feito pelo Fábio.

Entrando na casa dele, congelei.
Ele tinha preparado tudo para esta noite... A sala de jantar estava linda, com uma mesa já posta, deslumbrante... Haviam velas e objectos de decoração que transformaram aquele espaço e o tornaram luxuoso! Era como aquelas mesas decoradas a rigor para estas datas, nos hotéis ou restaurantes de luxo. Todo aquele glamour e luxúria estava a deixar-me ainda mais espantada por ter sido o Fábio a prepará-lo, não sei se total ou parcialmente, mas isso não importava. Ele tinha preparado tudo com antecedência, para que a nossa entrada no próximo ano fosse perfeita, e eu só posso dizer que final daquele ano estava a ser mais do que isso!

- Amor, está tão lindo... - disse eu, com uma cara de espanto e surpresa.
- Gostas?
- Adoro! - respondi com o maior dos sorrisos. - Mas, amor, agora que já está tudo feito, o que é que ficamos a fazer?
- A namorar... O que achas da ideia?
- Humm... Adoro! - respondi, enquanto os meus braços se enrolavam no seu pescoço, e eu andava para trás, acompanhando os passos dele em direcção ao quarto, com algumas trocas de beijos.

Enquanto ele rodava a maçaneta da porta, eu continuava com os braços entrelaçados nele, e a enchê-lo de beijos suaves por todo o rosto, e já aberta a porta, ele agarra-me pela cintura e beija-me intensa e apaixonadamente num beijo sem fim. Aos poucos, fomos dando alguns passos em direcção à cama e, sem pensar em mais nada, deixei-me cair sobre a mesma, sempre agarrada ao Fábio, que caiu sobre mim.
Aqueles beijos estavam a fazer-nos arder, a chama da paixão estava mais acesa do que nunca, e aquele momento estava a ser surreal. Eu não conseguia pensar em absolutamente nada, pois estava a ser consumida por toda aquela intensidade!
As minhas mãos, desceram do seu pescoço, para viajarem então, sobre o peito do Fábio e sobre os seus abdominais que se faziam sentir até mesmo por cima da camisola.

Não tínhamos pressas nem intenções. Estavamos ali, simplesmente, a amar-nos e a disfrutar de cada segundo daquela paixão... quando de repente, o forte toque da campaínha, nos traz de volta ao mundo real.