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quinta-feira, 14 de julho de 2011

CAPÍTULO 26 (Parte II) - Amo-te

Continuámos ali, no mesmo sítio, em pé, entre beijos e abraços...

- Almoças comigo? - perguntou o Fábio.
- Claro que sim!
- Queres comer aqui ou num restaurante?
- Não sei. O que é que tens aqui? Se tiveres algo que se possa fazer, não vale a pena gastarmos dinheiro num restaurante. - disse-lhe eu.
- Sim, vem comigo, tenho ali muita coisa. Podemos fazer alguma coisa juntos!

Dirigimo-nos à dispensa e procurámos algo que nos agradasse. Optámos por fazer uma espécie de salada, com massa, queijo e outros ingredientes, pois para além de ser simples e bom, era rápido de fazer.
Entre muitas brincadeiras, confeccionámos o nosso almoço.

- Vamos lá provar a minha especialidade! - disse o Fábio, sempre com o seu bom-humor.
- A tua?! Ahahah, a minha!
- Pronto, pronto, amor, a nossa...! - disse, dando-me um abraço.
- Vá, vai sentar-te amor!

Começámos a comer, e estava delicioso, talvez por ter sido feito com amor e carinho.
Depois de terminada a refeição, levantámos a mesa e arrumámos a cozinha.

- Queres ir já embora, amor?
- Estás a correr comigo? - perguntei, brincando.
- Claro que não! Estou a convidar-te para ficares aqui...
- Hum, então aceito! Que vamos fazer?
- O que tu quiseres... Queres ir para a piscina? - perguntou ele.
- Estamos a fazer a digestão amor, e para além disso não tenho bikini...
- Então, que me dizes de irmos ver um filme?
- Hum...Parece-me bem! Agarradinhos?
- Muito! Então e queres ver aqui na sala ou no quarto?
- Onde quiseres. - respondi, à vontade.
- Amor, por mim é igual. É onde te sentires mais à vontade... - disse ele.
- Contigo sinto-me à vontade em qualquer lugar. Se quiseres podemos ir para o teu quarto.
- Então vamos, lá estamos melhor, mas se não quiseres ficamos aqui.
- Shiu, vamos!

Acompanhei-o até ao seu quarto. Ele abriu a porta que estava entreaberta, e ligou a televisão.

- Amor, escolhe aí um no videoclube porque eu não tenho assim muitos filmes aqui.
- Escolhe tu comigo... Que tipo preferes?


Depois de algum tempo a percorrer as capas dos filmes disponíveis, escolhemos um filme de acção mas com algum romance.

- Põe-te à vontade. Podes deitar-te, a casa também é tua. - disse o Fábio, procurando pôr-me confortável.

Sorri e descalçei-me. Ajeitámo-nos os dois, na cama, meio-sentados, para começar a ver o filme.

- Ah, nem te perguntei, queres pipocas?
- Eu não amor, tu queres? - respondi-lhe.
- Também não. Só quero estar aqui junto a ti...

Começámos a ver o filme com atenção. Apesar disso, a simples presença do Fábio ao meu lado, distraía-me por completo. Ambos estavamos mais interessados em estar um com o outro, por isso foi impossível evitar os beijos.

Entre carícias, ambos sentimos que o clima estava a aquecer. Entre beijos sem fôlego, ele começa por colocar a mão por debaixo na minha camisola...
Estremeci, e travei tudo aquilo num ápice, sentando-me na cama.

- Fábio...
- Desculpa, desculpa, desculpa Katyanne! Eu...
- Não Fábio! Desculpa tu...
- Não, eu não quero que penses...
- Fábio! O problema não és tu, nem nós, nem... O problema sou eu... Que não sei se estou preparada para dar este passo...
- Sim, amor. Já pedi desculpa, mas também não estava com essas intenções e eu compreendo que ainda não aches altura de dar este passo comigo.
- Não é por dar este passo contigo... É mesmo por dar este passo... Fábio, eu nunca...

Os olhos deles iluminaram-se, não sei explicar porquê. De repente abraçou-me com força.

- Amor, desculpa-me. Eu vou respeitar-te sempre, a sério. - disse ele, novamente.
- Já chega amor, já disse que não tens de pedir desculpa!
- Sabias que és perfeita?
- Não... - disse com vergonha. - Tu é que és!
- Anda cá pequenina! - aninhou-me a ele e continuámos a ver o pouco que restava do filme.

Dentro de pouco tempo, no conforto dos braços dele, acabei por adormecer, e ele fez o mesmo.

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