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terça-feira, 12 de julho de 2011

CAPÍTULO 26 (Parte I) - Amo-te

No dia seguinte acordei super cedo. O aperto no coração não me deixava dormir tranquila, e uma escuridão tinha invadido os meus sonhos.
Fui tomar um banho e arranjar-me.

Fui tomar o pequeno-almoço, até que o meu irmão acordou. Aproveitei e pedi-lhe que me levasse à casa do Fábio. Ele suspeitou que algo se passava mas eu não lhe adiantei nada, dizendo que estava tudo bem.
Assim que chegámos à porta da casa do Fábio, o meu coração acelerou.

- Obrigada mano. - disse-lhe, dando um beijinho.
- Tu vê lá o que fazes! Olha que já sabes... - disse o Hugo, no seu tom protector.
- Sim, fica descansado...
- Vá, se precisares que eu venha buscar-te, liga-me depois. Até logo.
- Até logo. - disse-lhe enquanto saía do carro.

Caminhei em direcção ao portão de entrada e toquei à campaínha. Fiz sinal ao meu irmão em como ele podia ir-se embora. O Fábio não respondia, e eu continuava a tocar à campainha. Decidi ligar-lhe, pois ele podia ter-se esquecido. Aos primeiros toques de chamada, desliguei ao ver a porta de casa a abrir-se. Ele vinha, lindo como nunca... Dirigiu-se ao portão para mo abrir, e deslumbrava-me a cada passo que dava.
Abriu-me o portão, sem pronunciar uma palavra. Respondi-lhe com o mesmo silêncio.
Deixei-o ir à frente e segui-o, entrando na casa só depois dele.
De repente ele tapa-me os olhos, e no meio de um envolto silêncio que não tive coragem de quebrar, deixei que ele o fizesse. Guiou-me numa curta distância até à sala, e de seguida destapou-me os olhos. Eu não podia acreditar no que estava a ver...

À minha frente estava um peluche enorme, e um ramo lindo com cinco rosas. Eu não pude evitar e as lágrimas vieram-me aos olhos.

- Fábio... Mas...
- Katyanne, eu não te posso perder... - e beijou-me com uma intensidade tal, que todas as minhas células estremeceram. Não consegui pensar em mais nada, eu estava num sonho, e não queria acordar nunca mais...

Passados longos minutos separamos os nossos lábios, pondo um fim àquele beijo.

- Eu pensava que tu...
- Chega... - disse ele. - Eu errei e quero pedir-te desculpa!
- Estás desculpado. - disse-lhe com o maior sorriso do mundo.
- Não vais conhecer o teu novo amigo? - disse ele, brincando comigo.

Dirigi-me ao sofá para alcançar o enorme peluche que segurava fortemente um coração, mas que por sua vez estava tapado pelo ramo de flores.
Peguei no ramo para ver de perto a beleza pura de cada flor. Sorri para o Fábio e pousei o ramo no sofá, para que pudesse agora ver o peluche. Quando olhei para o peluche, vi o coração que ele tinha nas mãos, agora já destapado. Nesse mesmo coração, estava estampado um bonito "Amo-te". Congelei. Os meus olhos iluminaram-se. Olhei para o Fábio, sem saber o que dizer e com uma enorme surpresa no olhar.

- Sim... - disse-me ele como resposta.

Olhei-o, confusa.

- Eu amo-te. - disse-me ele, pela primeira vez.

Os meus olhos encheram-se de lágrimas, e caiu-me uma pelo rosto. Ele limpou-ma, e tocou na minha face com carinho, aproximando-se para iniciar um beijo.
Beijámo-nos assim, ainda com mais paixão. Minutos depois, interrompi o beijo.

- Fábio...
- Diz.
- Eu amo-te...

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