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domingo, 31 de julho de 2011

CAPÍTULO 33 - Capa de revista



- Katyanne! Katyanne! - a voz da minha mãe ecoou no meu cérebro, aravessando a porta fechada no meu quarto e fazendo com que eu acordasse.
- Hummm... - produzi um som preguiçoso e virei-me para o outro lado na cama, com os olhos fechados, não dando muita importância ao seu chamamento.
- Katyanne, já acordaste? - perguntou a minha mãe, abrindo a porta do meu quarto.
- Graças a ti, sim. Diz.
- Vê esta revista.

Achei estranho o facto de a minha mãe me estar a acordar para ler uma revista. Esfreguei os olhos e sentei-me na cama, pegando na revista que ela trazia na mão. Não pronunciei uma palavra, pois tinha acabado de acordar, mas a minha cara transmitia o meu pensamento de admiração.

- O que é que tem? Uma revista?
- Lê. - disse-me ela.

Olhei para a capa, que parecendo-me ainda uma imagem distorcida, rapidamente se tornou nítida ao perceber que estava lá o Fábio... e eu!
A imagem da capa da revista era eu e o Fábio, a beijarmo-nos, junto ao meu carro.
Estava completamente espantada! Comecei então por ler as letras gordas da capa: "Coentrão com novo amor.". Imediatamente em baixo, pude ler: "Fábio oferece carro à namorada de 18 anos, como prenda de Natal.".
Eu não podia acrediar... Passei largos segundos a olhar para aquela capa de revista, a confiscar cada frase que falava de nós, e a analisar cada parte da fotografia.
Apesar de tudo, sabia que mais cedo ou mais tarde isto iria acontecer e a nossa relação iria tornar-se pública.
Fui imediatamente ler o que se encontrava no interior da revista, sobre nós.

Foi ontem à tarde que as nossas objectivas captaram, pela primeira vez, Fábio Coentrão com a sua nova namorada. O casal encontrava-se a passear junto à praia e a rapariga conduzia um Audi S3 que, segundo apurámos, lhe foi oferecido pelo jogador, na noite de Natal. Fábio e a namorada, de 18 anos, apesar de terem feito o passeio num local relativamente discreto, não pouparam olhares de quem passava e que apesar de serem muito poucos, foi uma dessas pessoas que informou a presença à nossa revista.
Segundo fonte próxima, o jogador já mantém a relação desde Março (há cerca de 9 meses), relação essa que supostamente tem sido muito cuidadosa em relação à exposição pública, pois só após 9 meses foi descoberta pela imprensa.
A jovem é estudante, e antes da seta do cupido os atingir, mantinham apenas uma relação de amizade normal.
"O Fábio está muito feliz e apaixonado. Ele encontrou a rapariga certa para partilhar a vida com ele. Eles já namoram há 9 meses e estão mesmo felizes.", foi a única coisa que conseguimos apurar desta mesma fonte. Ao que parece, o jogador-revelação já esqueceu totalmente Andreia, a sua ex-namorada com quem manteve relação durante ano e meio, e está rendido aos encantos desta menina com quem tem partilhado momentos de grande romantismo, como podemos ver nestas fotos junto à praia.

- Isto mais cedo ou mais tarde tinha de acontecer... - disse eu. - Vou ligar ao Fábio!

- Estou?
- Estou. Amor, acordei-te? - perguntei.
- Sim... Mas não faz mal. Que se passa?
- Amor, o que eu temia aconteceu...
- O quê?!
- Somos capa de revista!
- A sério?
- Sim... - disse eu, receosa.
- E depois? Já estava mais que na hora de mostrarmos ao mundo o nosso amor!
- Estás a brincar... Pensei que não ias achar piada a isto.
- Eu já estou habituado a isto das revistas amor. E ao menos assim não temos que esconder nada! Já sabem que és minha!
- Pois, mas eu não estou habituada a isto... É estranho.
- Mas disseram alguma mentira na revista?
- Não...
- Então! Amor, não te preocupes. Vais ter de habituar-te a estas coisas. Já viste, conseguimos ser discretos durante 9 meses! Mais cedo ou mais tarde isto tinha de acontecer... Desde que não inventem mentiras, não me incomoda.
- Ah, pronto amor. Era só para te avisar... Então vá, podes voltar a dormir bebé!
- Sim, vou amor, desculpa mas preciso mesmo de descansar. Quando acordar vou ler essa revista! Vá, beijinho grande, amo-te muito.
- Beijinhos, também te amo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pedido de desculpas

Olá meninas :)

Queria fazer-vos um pedido de desculpas, pois confesso que ultimamente não me tenho esmerado muito na escrita dos capítulos.
Acontece que eu tenho um montão de ideias para esta história e como não quero fazer com que tudo avance muito rápido, tenho publicado uns capítulos mais chôchitos, e que, tenho noção, que não têm muito interesse para ler.
Espero que compreendam pois eu não posso acelerar muito na história...

Não deixem de ler esta história porque, posso garantir-vos que a partir de agora, vou colocar mais emoção em cada capítulo e muitas surpresas vão surgir! Não percam :)

Muito obrigado a quem tem acompanhado, porque apesar de saber que não são muitos os leitores que aqui vê, sabe bem os vossos comentários de incentivo! Obrigada e beijinhos :)

CAPÍTULO 32 - "- Tu é que ficas linda nele!"

Acordei cedo para ir passar o dia de Natal à casa dos meus tios. Como não havia mais nada a fazer, e o Fábio também estava num almoço de família, passámos o dia a trocar mensagens.

De: Amor :$
"Onde é que vais passar a passagem de ano?"


Para: Amor :$
"Onde calhar, amor. Não tenho nada combinado e tu?"


De: Amor :$
"Eu gostava de passar contigo :$"


Para: Amor :$
"Comigo? Estás a falar a sério? Onde?"


De: Amor :$
"Onde quiseres"


Para: Amor :$
"E...só nós dois?"


De: Amor :$
"Sim :$ Não queres?"


Para: Amor :$
"Claro... E estavas a pensar em..."


De: Amor :$
"Não sei, podia fazer um jantar em minha casa, e depois passávamos a meia noite onde quisesses"


Para: Amor :$
"Então está combinado :D"

**********

Faltavam 3 dias para o fim do ano e decidi ir dar o meu primeiro passeio com o Fábio, e a conduzir o meu carro novo.

- Tens mesmo a certeza que queres vir e ser eu a conduzir? - perguntei.
- Claro que sim, o carro é teu, tonta. - respondeu o Fábio.
- Sim, mas é estranho. E se alguém nos vê?
- Ninguém nos vai ver amor, bolas só quero ver-te a conduzir o carro que te dei. Pronto, eu meto os óculos! Melhor assim? - disse ele, entre risos.
- Lindo! Então, segura-te! Ahah

Demos algumas voltas por um local discreto junto à praia, onde acabámos por dar um belo passeio.

- Foi tão bom ver-te a conduzir o carro que te dei... - disse ele com um sorriso de orelha a orelha.
- Sim, o carro é lindo!
- Tu é que ficas linda nele!
- Que exagero! Mais uma vez, obrigado amor...
- Shiu... Não tens de agradecer nada!

O passeio tinha sido óptimo, mas agora, eu estava ansiosa pelo final do ano... Ia passá-lo com o Fábio! Mal posso esperar...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CAPÍTULO 31 - O melhor presente de Natal

Hoje é a véspera do Natal! Já é quase meia noite, hora de abrir os presentes.
Gostava de passar esta noite com o Fábio mas é normal que, assim como eu quero passar com a minha faamília, ele queira passar com a dele.

Eram cerca de dez horas da noite, quando recebo uma mensagem do Fábio.

De: Amor :$
" Amor, à meia-noite, mas só mesmo à meia noite, vais à tua caixa do correio. Está lá a tua prenda. Quando vires, liga-me a dizer se gostaste."

Fiquei curiosa mas aguentei e não fui lá antes da meia noite.

À meia noite trocámos então os presentes. Os meus pais gostaram muito e o Hugo também adorou os ténis.
Abri os presentes que eles me deram e deixei o do Fábio para o fim.
Depois da troca, disse à minha família que ia lá fora buscar a prenda do Fábio. Eles estranharam quando me viram ir à caixa do correio, e quando me viram entrar com um lindo envelope, ficaram intrigados.

Abri o envelope e lá dentro estava uma carta e umas chaves de um carro. Quando li a carta, dizia para ir lá fora e clicar no botão da chave. O carro que eu visse que abria, teria de ir lá dentro. Toda a gente estava a dizer "Ele deu-te um carro, ele deu-te um carro!", mas eu não acreditava nisso.

Fui à rua e ao carregar na chave, destrancou-se um carro lindo!


Entrei no carro e tinha lá outro envelope... Abri e dizia: "É para ti meu amor! Mereces muito mais que isto, mas eu espero que gostes. Amo-te. Fábio."

Eu não estava a acreditar! Ele tinha-me oferecido um carro! A minha família estava eufórica e eu não podia acreditar! A primeira coisa que fiz foi telefonar ao Fábio.

- Estou? Fábio! O que é que te passou pela cabeça para gastares um dinheirão num presente para mim?
- Então amor? Não gostaste???
- Fábio, eu amei! É lindo, mas... Eu não posso aceitar!
- Tu vais fazer-me isso?
- Oh Fábio... Eu nem imagino quanto custou!
- Katyanne, achas que se eu não pudesse fazia-o? Se to dei é porque posso e quero. Queria fazer-te esta surpresa e deixar-te feliz...
- Ai, eu estou sem palavras!!! Obrigado. Foi o melhor presente de sempre...
- Fico tão feliz por saber que gostaste!
- Eu amei! Obrigada Fábio, a sério. E espero também que tenhas gostado da minha prenda... Mas agora sinto que não foi nada, comparado ao que me deste! - disse eu.
- Eu adorei princesa! A almofada está demais... Obrigado. Amo-te...
- Eu também te amo muito! Olha amor, está aqui muito barulho, ligo-te daqui a pouco.
- Está bem, feliz Natal bebé.
- Feliz Natal meu lindo.

Desliguei a chamada, pois a minha família estava super entusiasmada a querer ver o carro. Depois da euforia, fomos para casa. Eu ainda não estava a acreditar... Tinha um carro lindo só para mim!!!

A noite de Natal acabou tarde, quando os meus familiares foram para casa. Fiquei a arrumar tudo com os meus pais e com o Hugo, e antes de ir para a cama, vi que tinha várias mensagens, provavelmente para agradecer presentes. Entre elas, estavam mensagens da Joana, do David Luiz, e do Rúben Amorim. Depois de lê-las, entreti-me também a enviar mensagens para agradecer os presentes que me tinham dado.

De: MelhorAmiga@
"Obrigada pelo presente. Vou sempre recordar todos aqueles momentos. Espero que apesar de tudo também não te esqueças deles. Feliz natal, amo-te."

De: David Luiz
"Oi muleca :P Valeu pelo presente! Vce acertou em cheio! Obrigadão! Espero que tenha curtido o mp4. Feliz Natal, bjao :)"

De: Rúben Amorim
"Miuda, obrigadão pela prenda. Curti mesmo :) Já viste se o casaco te serviu?"

Depois de ler estas mensagens e todas as outras, respondi a cada uma delas e, por fim, mandei uma mensagem de boa noite ao Fábio, e mais uma vez a agradecer-lhe.
Ainda não estava a acreditar que tinha mesmo um carro! Tinha adorado mesmo e não podia estar mais feliz...

Fui dormir, pois no dia a seguir teria de acordar cedo para passar o dia em família na casa dos meus tios...

terça-feira, 19 de julho de 2011

CAPÍTULO 30 - Preparativos para o Natal

Após grandes dias de férias e após um Verão inesquecível já estávamos em Dezembro e agora era o frio que comandava os dias.
Eu e o Fábio já estávamos juntos à oito meses e as coisas continuavam perfeitas...
Eu já tinha tirado a carta, apesar de ainda não ter comprado um carro e já estava a tirar o meu curso.


- Katte, queres vir montar a árvore de Natal? - perguntou o meu irmão, entrando pela porta meio-aberta do meu quarto.
- Claro que sim! - disse entusiasmada.


A época natalícia estava a chegar e era algo que me deixava todos os anos muito feliz. Eu já não era uma criança mas adorava a emoção de dar e de receber presentes!


Fui montar os enfeites com o meu irmão e a minha mãe e à tarde fomos ao centro comercial comprar presentes. Cada um foi para seu lado e comecei assim a procurar os presentes ideais.


Fui procurar algo para oferecer aos meus pais. Para o Hugo, decidi comprar uns ténis que sabia que ele ia adorar.
Queria também oferecer algo à Joana, mas não sabia o quê. Acabei por me decidir por uma moldura digital onde iria colocar fotos nossas, desde o tempo em que nos conhecemos...
Quanto à prenda do Fábio, estava muito complicado... Não me ocorria nenhuma ideia de algo para lhe oferecer!

"Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars. I could really use a wish right now, a wish right now, a wish right now..."

- Estou?
- Olá bebé! - era o Fábio.
- Oláá amor!
- Então, o que andas a fazer? - perguntou-me.
- A comprar os presentes de Natal... E ainda bem que me ligas. Podias dar uma ajudinha à tua namorada... É que ela não sabe o que oferecer a um rapaz. - disse eu.
- Um rapaz???
- Sim... É uma pessoa muito especial... Tu deves conhecer, ele é loiro.
- Ahahah! Oh amor, não quero que me compres nada!
- Essa teve piada, Fábio!
- A sério Katyanne, não gastes dinheiro comigo. - disse ele.
- Olha, obrigadinho pela ajuda. Então e numa prendinha para o David e para o Rúben, ajudas?
- Para o David e para o Rúben...?
- Sim, eles deram-me presentes no meu dia de anos!
- Não sei, sabes que eles têm gostos caros.
- Hum, e o Fábio Coentrão, sabes do que é que ele gosta? - perguntei, tentando apanhá-lo distraído.
- Ahah, por acaso até sei! Gosta muito da namorada dele!!! - respondeu ele.
- Hum, já vi que não me vais mesmo dizer. Vou comprar algo ao meu gosto, então. Vou pedir ajuda ao Hugo.
- És teimosinha! Vá, faz lá as tuas comprinhas, logo liga-me sim?
- Sim. Beijo grande.
- Beijinho. Amo-te.
- Eu também. Um beijo.

Encontrei-me com o Hugo e visto que o presente já estava embrulhado, não havia problema.

Quanto à prenda do Fábio, optei por comprar-lhe uns ténis que sabia que ele adorava.
Queria dar-lhe também uma almofada com uma foto nossa. A única que tínhamos tirado até à data. Fui à loja e o senhor que lá trabalhava olhou-me com um ar estranho. Na foto não estávamos a beijar-nos nem nada disso. O homem pensou que eu seria uma fã louca para querer a foto numa almofada.

- Este rapaz é um grande jogador! - disse o senhor da loja.
- Pois é! Já viu a sorte que eu tive em vê-lo. Ele é muito simpático, pedi-lhe para me dar um autógrafo e tirar uma foto comigo e ele aceitou logo! - disse eu, para que o senhor pensasse que eu era só uma fã.

Agora, já tinha os presentes todos comprados.
Estou ansiosa pelo dia de Natal!

domingo, 17 de julho de 2011

CAPÍTULO 29 - Adeus férias, adeus Verão (mini-capítulo)

Os dias foram passando tranquilamente. Já era Setembro e eu iria começar a tirar a carta de condução, e ia também iniciar o meu curso na faculdade. Iam assim acabar as belas férias, e começar uma jornada de trabalho.

Ia ser fácil tirar a carta, com todo o apoio do Fábio e da minha família.
Quanto ao curso, apercebi-me desde início de que seria muito exigente mas nada que não conseguisse com esforço.


O Hugo estava melhor, ou talvez, tentava mostrar que estava... Ele tinha arranjado trabalho e estava disposto a seguir em frente, apesar de pensar muito na Joana.
Eu tenho falado pouco com ela... As coisas mudaram entre nós.

Também o Fábio iria regressar agora aos treinos e jogos frequentes. Confesso que tinha medo que a nossa relação quebrasse por falta de tempo para estarmos juntos, mas unidos, acho que nada nos poderá quebrar.
Ele tem sido perfeito! Para além de estar sempre do meu lado em tudo, tem sido muito amigo do Hugo e está sempre disponível para qualquer coisa que o faça sentir melhor.

Realmente, estas foram as melhores férias de sempre, pelo simples facto de ter tido o Fábio comigo... Tinha conhecido os pais dele e ele os meus... Tinha passado grandes momentos do lado dele... Foi um Verão apaixonante!!!

Agora só nos resta dizer adeus às férias e ao Verão e esperar pelo próximo ano!

CAPÍTULO 28 - "Vais arranjar alguém que te ame de verdade, Hugo."

No dia seguinte o Hugo foi encontrar-se com a Joana e chegou a casa despedaçado. Tinha acabado com ela.
Eu estava furiosa por ver o meu irmão assim! 
Aquilo que eu sempre tinha temido, estava agora a acontecer... O meu irmão e a minha melhor amiga estão chateados e o meu irmão está mal por causa dela... E agora? Apoio o meu irmão e viro-me contra a Joana? Ela é minha amiga, não posso fazer isso... Mas por mais que tente, custa-me ver o meu irmão assim! 

- Hugo, conta-me o que se passou! - pedi-lhe.
- Estivemos a falar, e eu disse que ela não tem sido uma boa namorada para mim... Ela disse que gosta de mim mas não quer ficar presa, quer curtir a vida... Então achei melhor acabar!
- E ela aceitou? 
- Ela ficou mal, mas é melhor assim... As coisas não funcionam e eu não quero isto para mim.
- Vocês são muito diferentes mano... Ela ainda não quer pensar numa vida a dois, é normal... Vais arranjar alguém que te ame de verdade, Hugo.

Fiquei furiosa! Queria ir falar com ela mas a pedido do Hugo não o fiz. Também pensei melhor, e percebi que não podia chatear-me com a minha melhor amiga, ainda por cima por um assunto que não me dizia respeito directamente... Só sei que enquanto eu me lembrar do quanto ela está a fazer sofrer o Hugo, as coisas entre mim e ela não vão ser a mesma coisa.

Ela tenta ligar-lhe imensas vezes mas ele insiste em não atender-lhe o telemóvel... Ela pede-me que eu fale com ele mas eu simplesmente lhe digo que não me quero meter, pois tenho medo de explodir e dizer algo que destruísse a nossa amizade.

Vejo que ela também está a sofrer mas, sinceramente eu também achava que ela não tinha sido uma boa namorada, apesar de ver que bem lá no fundo gosta muito do Hugo.

Falei com ela e decidi que por uns tempos, era melhor ela não ir lá a casa.

Decidi dar todo o apoio ao meu irmão, pois não aguentava vê-lo assim. Não me vou afastar dela, só quero que as coisas arrefeçam e voltem a ser como antes pois não suporto vê-los desta forma!

Num fim-de-semana, eu e o Fábio fomos convidados para um almoço na casa do Carlos Martins, e levámos o Hugo pois ele precisava de se distrair. Foi bom ver como ele se divertia enquanto não pensava na Joana! Agora só quero que eles se esqueçam e possam novamente ser amigos como dantes...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CAPÍTULO 27 - Acordar ao teu lado

PONTO DE VISTA DO FÁBIO:
Acordei e a primeira coisa que vi foi a Katyanne. Não podia ter visto nada melhor ao acordar! Peguei no telemóvel para perceber que horas eram e já eram cerca de sete horas... Tinhamo-nos deixado adormecer! Era tão bom estar ali ao lado dela... Parecia mentira! Não nos tínhamos envolvido demais, pois ainda temos todo o tempo do mundo para isso e eu quero respeitá-la... O simples facto de a ter ao meu lado, significava tudo! A Katyanne dormia como um anjo, com um rosto angelical, simplesmente perfeita! Deixei-me estar ali a olhar para ela e a ver a sua beleza tão pura.
De repente vejo uma luz vinda do lado dela e reparei que era do telemóvel dela. Ao perceber que alguém lhe estaria a ligar, tentei acordá-la calmamente.

- Amor... Amor... - chamei-a, com carinho.
- Hummmm.
- Amor, alguém está a ligar-te, é melhor atenderes.

Ela abriu os olhos e ao ver-me ali, esboçou um enorme sorriso. Com preguiça, alcançou o telemóvel que já tinha a luz do visor apagada.

- Oh meu deus! Tinha isto no silêncio, tenho aqui montes de chamadas! - disse ela.

Ela ligou para os pais para lhes dizer que estava tudo bem, pedindo desculpa e dizendo que o telemóvel estava com um problema pois não tinha tocado.

- Amor, tenho de ir para casa... - disse-me ela, numa voz meiga.
- Oh, estava aqui tão bem do teu lado...
- Desculpa-me... Mas é por causa dos meus pais.
- Não faz mal amor. Queres comer qualquer coisa antes de irmos? - perguntei.
- Não, obrigada. Também já são quase horas de jantar.
- Então vamos, eu levo-te bebé.
- Não, eu ligo ao Hugo, não é preciso.
- Shiu, vamos, toca a levantar!

Depois de estarmos despachados, dirigimo-nos à garagem. Destranquei o carro e abri-lhe a porta.

**********

- Um dia destes vou começar a tirar a carta.
- Fazes bem amor, é das melhores coisas!  - disse o Fábio.
- E depois vou fazer uma corrida contigo! Ahah
- Nem vale a pena, já se sabe quem ganha!
- Eu, claro! Vou ver se me vou informar sobre isso ainda esta semana...

Entretanto chegámos à minha casa.

- Chegámos, amor. Infelizmente... - disse ele.
- Porquê?
- Vou morrer de saudades tuas!
- Ohh, eu também amor! - disse-lhe eu.
- Manda-me mensagem assim que puderes, para eu aguentar melhor as saudades.
- Claro! Vá beijinhos. - despedi-me com um suave beijo e abri a porta do carro.
- Katyanne. - chamou-me o Fábio, antes que eu fechasse a porta.
- Diz. - respondi, olhando para ele.
- Amo-te.
- Também te amo. - respondi com um sorriso rasgado e um enorme brilho nos olhos.

Entrei em casa, e só depois disso é que ele foi embora, como já era costume fazer.

- Isto são horas? - disse o meu irmão.
- Desculpa?
- Sim! O que é que andaste a fazer o dia todo?
- Oh Hugo, mas tu agora és pai da tua irmã? - intrometeu-se a minha mãe.
- Tu sabes muito bem onde estive. - respondi-lhe.
- Pois sei, por isso mesmo! - disse o Hugo.
- Olha, para a tua informação eu não estive a fazer nada de mal! Tu sabes que eu tenho juízo, não sei para que é que é isso!
- Olhem meninos, acabou aqui a conversa, já chega! - disse a minha mãe.

O Hugo foi para o quarto. Estava estranho e mal-disposto. Fiquei a falar um bocadinho com a minha mãe e de seguida fui ver o que se passava com o Hugo.

- Posso? - perguntei ao entrar no quarto dele.
- Podes. - respondeu rapidamente.
- O que é que se passa? Estás todo mal-humorado! E escusas de me dizer que não foi nada! Tem a ver com a Joana?
- Ya! Discutimos... Fogo, ela agora só sabe falar nos jogadores, parece que tudo isso lhe subiu à cabeça!
- Mas...? Bem, eu já tinha falado com ela sobre isso... Ela sempre foi apaixonada por ti, e agora parece que não te dá valor!
- Fogo eu tenho 20 anos, queria começar a fazer a minha vida, mas acho que ela não é a pessoa certa para isso...
- Mano, sabes que ela é a minha melhor amiga... Mas sinceramente acho que vocês não foram feitos um para o outro...

Reparei que o meu irmão estava triste, afinal de contas ele gostava muito da Joana.

- Então e como estás com o Fábio? O que é que andaram a fazer desde manhã?
- Oh Hugo, tu és demais! Ele fez-me uma surpresa, deu-me aquele ramo e aquele peluche que eu trouxe. Depois estivemos a preparar um almoço para nós. Almoçámos e depois fomos ver um filme, acabámos por adormecer e acordármos por volta das sete... Não fizemos nada de mal Hugo!
- A dormires ao pé dele...
- Hugo!
- Pronto, já me calei.
- Eu gosto mesmo do Fábio. A sério, gosto muito...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CAPÍTULO 26 (Parte II) - Amo-te

Continuámos ali, no mesmo sítio, em pé, entre beijos e abraços...

- Almoças comigo? - perguntou o Fábio.
- Claro que sim!
- Queres comer aqui ou num restaurante?
- Não sei. O que é que tens aqui? Se tiveres algo que se possa fazer, não vale a pena gastarmos dinheiro num restaurante. - disse-lhe eu.
- Sim, vem comigo, tenho ali muita coisa. Podemos fazer alguma coisa juntos!

Dirigimo-nos à dispensa e procurámos algo que nos agradasse. Optámos por fazer uma espécie de salada, com massa, queijo e outros ingredientes, pois para além de ser simples e bom, era rápido de fazer.
Entre muitas brincadeiras, confeccionámos o nosso almoço.

- Vamos lá provar a minha especialidade! - disse o Fábio, sempre com o seu bom-humor.
- A tua?! Ahahah, a minha!
- Pronto, pronto, amor, a nossa...! - disse, dando-me um abraço.
- Vá, vai sentar-te amor!

Começámos a comer, e estava delicioso, talvez por ter sido feito com amor e carinho.
Depois de terminada a refeição, levantámos a mesa e arrumámos a cozinha.

- Queres ir já embora, amor?
- Estás a correr comigo? - perguntei, brincando.
- Claro que não! Estou a convidar-te para ficares aqui...
- Hum, então aceito! Que vamos fazer?
- O que tu quiseres... Queres ir para a piscina? - perguntou ele.
- Estamos a fazer a digestão amor, e para além disso não tenho bikini...
- Então, que me dizes de irmos ver um filme?
- Hum...Parece-me bem! Agarradinhos?
- Muito! Então e queres ver aqui na sala ou no quarto?
- Onde quiseres. - respondi, à vontade.
- Amor, por mim é igual. É onde te sentires mais à vontade... - disse ele.
- Contigo sinto-me à vontade em qualquer lugar. Se quiseres podemos ir para o teu quarto.
- Então vamos, lá estamos melhor, mas se não quiseres ficamos aqui.
- Shiu, vamos!

Acompanhei-o até ao seu quarto. Ele abriu a porta que estava entreaberta, e ligou a televisão.

- Amor, escolhe aí um no videoclube porque eu não tenho assim muitos filmes aqui.
- Escolhe tu comigo... Que tipo preferes?


Depois de algum tempo a percorrer as capas dos filmes disponíveis, escolhemos um filme de acção mas com algum romance.

- Põe-te à vontade. Podes deitar-te, a casa também é tua. - disse o Fábio, procurando pôr-me confortável.

Sorri e descalçei-me. Ajeitámo-nos os dois, na cama, meio-sentados, para começar a ver o filme.

- Ah, nem te perguntei, queres pipocas?
- Eu não amor, tu queres? - respondi-lhe.
- Também não. Só quero estar aqui junto a ti...

Começámos a ver o filme com atenção. Apesar disso, a simples presença do Fábio ao meu lado, distraía-me por completo. Ambos estavamos mais interessados em estar um com o outro, por isso foi impossível evitar os beijos.

Entre carícias, ambos sentimos que o clima estava a aquecer. Entre beijos sem fôlego, ele começa por colocar a mão por debaixo na minha camisola...
Estremeci, e travei tudo aquilo num ápice, sentando-me na cama.

- Fábio...
- Desculpa, desculpa, desculpa Katyanne! Eu...
- Não Fábio! Desculpa tu...
- Não, eu não quero que penses...
- Fábio! O problema não és tu, nem nós, nem... O problema sou eu... Que não sei se estou preparada para dar este passo...
- Sim, amor. Já pedi desculpa, mas também não estava com essas intenções e eu compreendo que ainda não aches altura de dar este passo comigo.
- Não é por dar este passo contigo... É mesmo por dar este passo... Fábio, eu nunca...

Os olhos deles iluminaram-se, não sei explicar porquê. De repente abraçou-me com força.

- Amor, desculpa-me. Eu vou respeitar-te sempre, a sério. - disse ele, novamente.
- Já chega amor, já disse que não tens de pedir desculpa!
- Sabias que és perfeita?
- Não... - disse com vergonha. - Tu é que és!
- Anda cá pequenina! - aninhou-me a ele e continuámos a ver o pouco que restava do filme.

Dentro de pouco tempo, no conforto dos braços dele, acabei por adormecer, e ele fez o mesmo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

CAPÍTULO 26 (Parte I) - Amo-te

No dia seguinte acordei super cedo. O aperto no coração não me deixava dormir tranquila, e uma escuridão tinha invadido os meus sonhos.
Fui tomar um banho e arranjar-me.

Fui tomar o pequeno-almoço, até que o meu irmão acordou. Aproveitei e pedi-lhe que me levasse à casa do Fábio. Ele suspeitou que algo se passava mas eu não lhe adiantei nada, dizendo que estava tudo bem.
Assim que chegámos à porta da casa do Fábio, o meu coração acelerou.

- Obrigada mano. - disse-lhe, dando um beijinho.
- Tu vê lá o que fazes! Olha que já sabes... - disse o Hugo, no seu tom protector.
- Sim, fica descansado...
- Vá, se precisares que eu venha buscar-te, liga-me depois. Até logo.
- Até logo. - disse-lhe enquanto saía do carro.

Caminhei em direcção ao portão de entrada e toquei à campaínha. Fiz sinal ao meu irmão em como ele podia ir-se embora. O Fábio não respondia, e eu continuava a tocar à campainha. Decidi ligar-lhe, pois ele podia ter-se esquecido. Aos primeiros toques de chamada, desliguei ao ver a porta de casa a abrir-se. Ele vinha, lindo como nunca... Dirigiu-se ao portão para mo abrir, e deslumbrava-me a cada passo que dava.
Abriu-me o portão, sem pronunciar uma palavra. Respondi-lhe com o mesmo silêncio.
Deixei-o ir à frente e segui-o, entrando na casa só depois dele.
De repente ele tapa-me os olhos, e no meio de um envolto silêncio que não tive coragem de quebrar, deixei que ele o fizesse. Guiou-me numa curta distância até à sala, e de seguida destapou-me os olhos. Eu não podia acreditar no que estava a ver...

À minha frente estava um peluche enorme, e um ramo lindo com cinco rosas. Eu não pude evitar e as lágrimas vieram-me aos olhos.

- Fábio... Mas...
- Katyanne, eu não te posso perder... - e beijou-me com uma intensidade tal, que todas as minhas células estremeceram. Não consegui pensar em mais nada, eu estava num sonho, e não queria acordar nunca mais...

Passados longos minutos separamos os nossos lábios, pondo um fim àquele beijo.

- Eu pensava que tu...
- Chega... - disse ele. - Eu errei e quero pedir-te desculpa!
- Estás desculpado. - disse-lhe com o maior sorriso do mundo.
- Não vais conhecer o teu novo amigo? - disse ele, brincando comigo.

Dirigi-me ao sofá para alcançar o enorme peluche que segurava fortemente um coração, mas que por sua vez estava tapado pelo ramo de flores.
Peguei no ramo para ver de perto a beleza pura de cada flor. Sorri para o Fábio e pousei o ramo no sofá, para que pudesse agora ver o peluche. Quando olhei para o peluche, vi o coração que ele tinha nas mãos, agora já destapado. Nesse mesmo coração, estava estampado um bonito "Amo-te". Congelei. Os meus olhos iluminaram-se. Olhei para o Fábio, sem saber o que dizer e com uma enorme surpresa no olhar.

- Sim... - disse-me ele como resposta.

Olhei-o, confusa.

- Eu amo-te. - disse-me ele, pela primeira vez.

Os meus olhos encheram-se de lágrimas, e caiu-me uma pelo rosto. Ele limpou-ma, e tocou na minha face com carinho, aproximando-se para iniciar um beijo.
Beijámo-nos assim, ainda com mais paixão. Minutos depois, interrompi o beijo.

- Fábio...
- Diz.
- Eu amo-te...

terça-feira, 5 de julho de 2011

CAPÍTULO 25 - Coração apertado




Tinha acabado por adormecer... Acordei a meio da noite com um aperto no coração e liguei de imediato o telemóvel, na esperança de ter uma mensagem do Fábio...
Depois do telemóvel ligar, esperei que entrasse alguma mensagem, e nada... A luz do visor apagou-se, e eu não tinha nenhuma mensagem... Imediatamente a seguir a luz do visor acendeu-se, e por segundos parei de respirar. O meu coração acelera, mas, quando olho para o ecrã vejo:
De: MelhorAmiga(L)


Nem tive forças para abrir a mensagem da Joana. O meu reflexo mais rápido foi o de desligar o telemóvel novamente! Pousei o telemóvel sobre a mesa de cabeceira e senti o coração partir. Eu não queria, mas era inevitável, era mais forte que eu...O meu coração estava dorido, e as lágrimas rapidamente se apoderaram de mim.
Tinha pintado um retrato tão perfeito deste amor, que esta situação tinha demolido algo dentro de mim. Estava magoada... O facto de pensar que podia ter uma mensagem do Fábio, ainda era uma esperança em mim, mas depois de ver que não, um misto de sentimentos invadiu o meu pensamento. Se calhar ele não quer saber se eu estou bem ou estou mal... Se calhar nem se lembra de mim... Se calhar está ocupado com outras coisas e não pensa em mim... Na minha cabeça, o "se" era o pensamento predominante. A verdade é que eu tinha medo, muito medo... Era a primeira discussão e eu não sabia o quão forte era este amor, para resistir a isso...



PONTO DE VISTA DO FÁBIO:
Os rapazes saíram da  minha casa por volta da meia noite. A Katyanne não saía da minha cabeça...
Fui tomar um banho e tentar não pensar em nada, mas a verdade é que me recordei de toda aquela pequena discussão, que podia não ter sido assim tão grave, mas que era a nossa primeira discussão...
Fui deitar-me e senti-me triste... Eu não sei o que se passou dentro de mim, mas a verdade é que não gostei de ver a empatia que ela tinha com o David e todas aquelas brincadeiras... Gosto demasiado dela! E se a perder? Isso não pode acontecer, não pode...
Queria tanto telefonar-lhe, mas a esta hora ela já deve estar a dormir, e para além disso nem deve querer ouvir-me. Tenho noção que fui duro com ela, na última coisa que lhe disse. Eu só quero tê-la comigo e fazê-la feliz.
Pensei, pensei e pensei. Decidi telefonar-lhe! Não aguentava mais, precisava de ouvir a voz dela!
Procurei então o nome dela na lista e liguei-lhe. O meu coração palpitava na esperança de ouvir o sinal de chamada, quando me apercebi que nem sequer chamava. Ouvi a indicação de que ela tinha o telemóvel desligado. Mas o que é que eu fui fazer?? Longos minutos depois, consegui adormecer.


**********


No dia seguinte acordei e pensei de imediato no Fábio. Olhei para o telemóvel e recordei-me nitidamente do sucedido. Levantei-me e decidi não ligar o telemóvel.
A Joana convidou-me para irmos à praia, juntamente com o Hugo, e assim o fiz, pois estava a precisar de me distrair. 
Quando cheguei a casa, ao fim do dia, liguei o telemóvel e tinha uma chamada do Fábio.
O meu coração deu pulos de alegria! Não sabia o que fazer então decidi ligar-lhe.


- Estou? - disse ele, ao atender, com uma voz trémula.
- Estou. Ligaste-me esta noite? - perguntei de modo a arranjar um pretexto para ouvir a voz dele.
- Sim. Tinhas o telemóvel desligado.
- Pois. Lembraste-te tarde demais.


Ele não respondeu. Só conseguia ouvir a sua respiração que me parecia triste e desiludida.


- Amanhã fazemos ou fazíamos cinco meses... - disse eu, tentando avançar na conversa.
- Eu sei. Isso é inesquecível. Fazíamos???


Não consegui responder, pois tinha a consciência de que tinha exagerado.


- Fogo Katyanne, não estava à espera disso. Fazíamos? Bolas, por uma discussão!!!
- Não... Desculpa... - disse-lhe num tom arrependido.
- Olha, amanhã às onze vem ter a minha casa, se puderes. Precisamos de falar, muito a sério.
- Está bem. - disse-lhe num tom triste, intimidada pelo sério tom da sua voz, dando de seguida um longo suspiro. - Até amanhã. - disse-lhe, desligando rapidamente o telemóvel, para que não pudesse ouvir mais nenhuma palavra.


Eu estava de rastos. Pelo tom da voz dele, parecia que estava deveras chateado! 
No dia seguinte fazíamos 5 meses, e ele queria ter uma conversa comigo... 
Será que ele acha que isto já não resulta? Será que ele me vai deixar?



CAPÍTULO 24 - A primeira discussão

Olhei para trás. Ele estava a sair da piscina e vinha em direcção a mim.
Os amigos dele estavam a olhar, mas rapidamente pararam de o fazer, pois aperceberam-se que eu e o Fábio precisávamos de falar.
Eu esperei que o Fábio chegasse perto de mim.

- Onde vais? - perguntou-me.
- Vou-me embora!
- Vais-te embora porquê? - perguntou num tom amargo.
- Estiveste este tempo todo a evitar-me!
- Estavas com companhia... Não precisavas de mim! É melhor ficares, o David vai ficar com saudades! - disse ele.
- Epá, olha, tchau vou-me embora!
- É mesmo isso que queres?
- É! Não faço nada aqui, se estás a fugir de mim! - disse-lhe eu.
- Pois! Vens para a minha casa e em vez de estares comigo, estás com o meu amigo!
- O quê??? Olha Fábio, eu não tenho mais nada a dizer! Adeus! E escusas de vir atrás, o Hugo vem-me buscar! Tchau pessoal!

Ele passou as mãos pela cabeça e não conseguiu dizer mais nada...

- Então mano, que é que se passou? - perguntou o Rúben.
- Nada, nada... Já venho. - respondeu o Fábio.

PONTO DE VISTA DO FÁBIO:
Tinha vontade de ir a correr atrás dela... No fundo sei que fui injusto, mas... Eu também não gostei da atitude dela... Sei que ela ficou magoada com o que eu disse.
Fui para dentro de casa, em direcção ao meu telemóvel. Parei antes de lá chegar... Era melhor não tentar falar com ela agora... Ela está de cabeça quente, e eu também...

- Fábio? - ouvi a voz do David.
- Diz.
- 'Cê se chateou com a Katji?
- Ya, mas tá tudo bem mano...
- Não foi por mim, ou foi? - perguntou o David, preocupado.
 - Não, não... Não te preocupes. Baza pra piscina, tá tudo bem...
- Tá, vamo então mano, se põe rijo! - disse o David, tentando animar-me.

Fomos para a piscina, e depois fizemos um churrasco com as coisas que o Rúben tinha trazido.
Estivemos a comer e depois fomos jogar PES.
Apesar de tudo...faltava ali a minha Katyanne...

**********

Liguei ao Hugo e ele veio buscar-me. Arranjei uma desculpa dizendo que não queria incomodar o Fábio, porque se ele soubesse o que tinha acontecido, ia chatear-me a cabeça.
Cheguei a casa, e a primeira coisa que me lembrei de fazer foi desligar o telemóvel.
Fui tomar um banho e deitar-me... Estava mal... Nunca tinha discutido com o Fábio...

CAPÍTULO 23 - A primeira ida à casa do Fábio

O Fábio foi buscar-me a casa, e dirigimo-nos à casa dele.

- Uau! - disse eu assim que vi, pela parte de fora, a casa dele. - É linda!
- Ainda bem que gostas. - disse ele.
- Adoro!

A casa dele era muito segura e proporcionava-lhe uma enorme privacidade. O portão da garagem abria automaticamente após a digitação de um código secreto no comando. Ele estacionou e pediu-me que esperasse ali no carro. Tirou a chave da ignição e o cinto de segurança, abriu a porta, fechou-a em seguida, e dirigiu-se para o meu lado, abrindo a minha porta.

- Oh, que cavalheiro! - disse-lhe eu.
- Para ti, sabes que sim. - disse-me, dando-me um suave beijinho.

Dirigimo-nos então à porta da casa, que me deixou estupefacta assim que entrei. Ele tinha uma casa linda! Apresentou-me então todas as divisões da casa.

- E aqui é o meu quarto. - disse enquanto abria a porta do lindo quarto, decorado de modo simples mas luxuoso.
- É lindo...!
- Podes entrar! - disse ele num tom amoroso.

Entrei naquele espaço que me transmitia um grande prazer estético, era mesmo bonito, e para além disso, era o quarto do Fábio, o que fazia dele um lugar mesmo muito especial.
O telemóvel dele toca. Era o Roberto, que lhe disse que já se encontrava à porta da casa.
O Fábio desceu para ir abrir o portão, e eu acompanhei-o.
Entretanto chegaram vários jogadores, que me roubaram a atenção do meu amor!

- Mano, trouxemos aqui uns petiscos para logo, vou meter na cozinha. - disse o Rúben.

O Rúben foi rapidamente deixar as coisas na cozinha, e dirigimo-nos todos à piscina.
Os rapazes, rapidamente tiraram as suas camisolas e atiraram-se de imediato para aquela água azul, fresca e límpida.

- Não queres vir, amor? - perguntou-me o Fábio.
- Sim, vou. - disse eu enquanto me preparava para tirar a minha roupa.

Assim que estava apenas em bikini, o Fábio pega-me ao colo, grita para que os amigos se desviem, e salta comigo para dentro de água.
Após algum tempo, decidi sair e ir apanhar algum sol. Os rapazes jogavam com uma bola dentro de água, o que não podia estranhar. Já o David Luíz, estava deitado numa das espreguiçadeiras, sozinho, e eu fui juntar-me a ele.

- Então, estás aqui tão abandonado? - disse-lhe eu, enquanto me deitava na espreguiçadeira ao lado.
- 'Tou apanhando sol, pra ficá morenão!
- Ah, fazes bem. Vou fazer o mesmo!
- Então, e tá tudo bem com você?
- Sim, está. E contigo?
- Comigo também tudo legal... - disse ele. - Não temos falado muito.
- Pois... Desculpa, David. Não quero que penses que só te usei para me aproximar do Fábio... Sabes que sempre que te vejo falo naturalmente contigo.
- Claro! Não penso isso não, a sério. Claro que você não vai andar trocando mensagem com amigo de seu namorado, isso é feio. - disse ele.
- Pois, é por isso que eu não te tenho mandado mensagens, mas claro que não me esqueci de ti!
- Eu sei que não muleca!
- Muleca? Ahah, olha-me este! - reagi como uma provocação, e agitei o cabelo propositadamente para que ele fosse molhado pela água que eu ainda tinha, visto que ele já estava bem seco.

Ele saltou e arrepiou-se devido àquelas gotículas geladas de água que saltaram para cima do seu peito.

- 'Cê é danada! Eu devia jogar você prá piscina!


Eu ri-me, e o David respondeu do mesmo modo. Salpiquei-o uma vez mais, e ficámos a rir-nos os dois.
De repente vejo o Fábio a sair da piscina, e pensando que este vinha para junto de mim, sorri-lhe de forma ternurenta.
Ele não me sorriu, e contrariamente ao que eu estava a pensar, não veio ter comigo, mas foi saltar da piscina, dando um mergulho espantoso! Achei estranha a reacção de ele nem sequer ter respondido ao meu sorriso, mas deixei me estar...
Pouco tempo depois, o David levanta-se.

- Vem! Vou-te jogar pra lá! - disse ele.
- Ahah, não! Vai tu que eu fico a ver-te! - respondi.
- Não me obrigue a arrastar você! Vem comigo!

Obedeci ao pedido do David e fui para a piscina, dando um mergulho a seguir a ele fazer o mesmo.
Depois de estar na água, fui ter com o Fábio, mas não me conseguia chegar perto dele, pois parecia que ele estava a fugir de mim. Notei que algo não estava bem mas não ia estar ali a fazer figura de parva.
Saí da água, fui secar me com a toalha, e vesti-me. Chateada, peguei na minha mala e virei as costas, na direcção de me ir embora.

- Katyanne! - ouvi a voz do Fábio a chamar por mim.