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segunda-feira, 27 de junho de 2011

CAPÍTULO 22 - Uma chamada, um sorriso, um motivo de orgulho

"Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars. I could really use a wish right now, a wish right now, a wish right now..."

- Bom dia amor! - disse eu animada ao ver o nome dele no visor.
- Bom dia pequenina. Dormiste bem?
- Sim e tu? - perguntei.
- Lindamente! Sonhei contigo...
- A sério?
- Sim... Mas olha, queria perguntar-te se hoje estamos juntos.
- Não sei. Por mim... Tens alguma ideia de onde ir? - perguntei-lhe.
- Não mor. E é por isso mesmo que pergunto. Sabes que não dá para ir a sítios com muita gente.
- Pois, eu sei. Mas se quiseres, não estamos juntos hoje, não faz mal.
- Oh, mas eu tenho saudades tuas... Olha, tive uma ideia, ainda não conheces a minha casa! - disse ele.
- Estás a convidar-me para ir à tua casa? - disse eu um pouco surpreendida.
- Bem, se não quiseres... Eu nunca te tinha convidado porque podias ficar a pensar...
- Calma, tonto! Não estou a pensar nada! - disse eu enquanto soltava um sorriso.
- É que como estamos com falta de ideias, pensei que podíamos ir à minha piscina, que dizes?
- Claro! Adorava conhecer a tua casa! - disse eu. - Mas... Nada, esquece.
- Desculpa, desculpa. Não te queria deixar assustada. Se não quiseres ir não faz mal.
- Porque dizes isso? - perguntei.
- Tenho medo que não te sintas confortável. Juro que era só mesmo para conheceres a minha casa.
- Eu não estava a pensar noutra coisa, a sério!
- Olha, vou convidar os rapazes, que achas? - disse ele, muito aflito.
- Claro que sim... Olha, sabes, tenho muito orgulho em ti!
- Em mim? Porquê? Bem, agora apanhaste-me de surpresa, estou corado!
- Amor, eu estou a ver que estás com medo que eu não me sinta à vontade. Estás tão aflito que eu fique a pensar que queres outras coisas... Até os vais convidar para eu não ir desconfortável...!
- Claro, eu não quero que penses que tenho segundas intenções!
- Fábio, chega. Eu nunca pensaria isso. Eu confio em ti! Confio mesmo! Mas já agora convida-os, vai ser divertido!
- Está bem princesa. E desculpa... Olha, se quiseres podes levar a Joana.
- Não, não. Ela que fique com o Hugo! Ainda se entusiasma com o Javi e depois está o caldo entornado! - disse eu.
- Ahahah. Está bem. Então às três vou buscar-te, pode ser?
- Sim. Até logo. Beijinho grande. Adoro-te muito. - disse eu.
- Até logo. Também te adoro. Muito, muito, muito...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

CAPÍTULO 21 - Amigos, amigos, irmãos à parte

Agora que já conhecia os pais do Fábio, sentia-me segura. Se ele tinha dado esse passo era porque gostava mesmo de mim. Ainda não tinhamos feito dois meses e talvez ainda fosse pouco tempo, mas aquilo que sentíamos era forte, era verdadeiro!
Nunca tinha tido um namorado a sério, e com o Fábio sentia-me bem! Ele era tão especial...
Apesar disso, tinha receio. Eu sabia que dentro de mim estava a crescer um sentimento sério e intenso, e tinha muito medo de sair magoada. Tinha medo que nada desse resultado e acima de tudo, tinha medo que o Fábio não sentisse o mesmo que eu estava a sentir... Mas o facto de ele me ter apresentado aos pais dele tranquilizou-me, e muito...


Relativamente à relação da Joana com o meu irmão, eu não estava muito contente... Ela é a minha melhor amiga, mas notei que no meu dia de anos mostrou interesse pelo Javi Garcia, e não achei isso correcto.

De: MelhorAmiga(L)
" Então, já não te lembras da melhor amiga oh desnaturada @ "
Para: MelhorAmiga(L)
" Pois "

De: MelhorAmiga(L)
" Que se passa? "

Para: MelhorAmiga(L)
" Joana, sabes q gosto bué de ti e q és muito importante, mas também sabes o q o meu irmão significa para mim, e quem o magoa a ele, magoa-me a mim. Sabes que vos apoiei na vossa relação apesar de haver sempre uma metade de mim que não gosta de vos ver juntos... Ambos são importantes para mim e não quero ver nenhum de vocês a sofrer. Não gostei da tua atitude no meu dia de anos, acho que não respeitaste o meu irmão! Se estás interessada noutro gajo qualquer não brinques com os sentimentos do Hugo! "

De: MelhorAmiga(L)
" Ei! Tem lá calma, bolas! Tu sabes que sempre gostei do Hugo e agora que estou com ele achas que ia magoá-lo? Fogo é normal uma gaja ficar assim ao ver jogadores ainda por cima bonitos! Isso não tem nada a ver, eu amo o teu irmão! Não tinhas de ficar assim lixada fogo, não fiz nada de mal! Mas ya, desculpa lá, sei que só tás a proteger o teu maninho ;)


Para: MelhorAmiga(L)
Pois estou! Ele é meu irmão, não quero vê-lo mal! Não achas que tenho razão?


De: MelhorAmiga(L)
Pronto vá desculpa, não te preocupes, eu não vou fazer o Hugo sofrer..
Eu amo-vos tanto minha parva!"

Para: MelhorAmiga(L)
" Desculpa se exagerei, mas a sério, sempre soubeste que ver-vos juntos dá-me uma sensação estranha... Se um de vocês faz algo de errado eu não quero ver um a sofrer e ter de zangar-me com o outro. Eu também vos amo muito e é por isso que reagi assim contigo... Só quis proteger o meu irmão, desculpa..."


Percebi que se calhar tinha sido dura... Mas, simplesmente, só estava a proteger o meu irmão. Ele desde sempre foi muito protector em relação a mim, sempre fomos muito próximos e talvez por isso eu também me tenha sentido na obrigação de o proteger.
Apesar de tudo a Joana também é muito importante para mim, e percebi que não me posso esquecer de conciliar as coisas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CAPÍTULO 20 - Apresentação aos pais do Fábio

O meu dia de anos tinha sido óptimo! A minha família tinha adorado o Fábio, e ele também tinha gostado muito deles. Eu estava cada vez mais segura, e o Fábio também. Ele estava mesmo muito feliz por eu ter dado o passo de o apresentar à minha família, e estava cada vez mais decidido em apresentar-me à família dele.
Alguns dias depois, ele voltou a pedir-me para ir conhecer a família dele.

- Katyanne... Agora que já tens 18 anos, achas que já estás preparada para conhecer a minha família? - perguntou-me.
- Eu acho que sim... Tu também já conheces a minha, não vejo porque não...

Ele sorriu, e abraçou-me. Combinámos então que eu fosse jantar a casa dos pais dele no dia seguinte.
Conversei com os meus pais, e eles aceitaram que eu fosse.

- Os meus pais vão adorar-te! - disse o Fábio.
- Espero que sim... Estou nervosa.
- Porquê?
- Tenho receio que eles não pensem bem de mim... Não sei, podem achar que quero aproveitar-me ou algo do género. - disse eu.
- Katyanne, eles não são assim... E é assim, se eu visse que tu eras dessas, não me aproximava de ti. Eu adoro-te e sei que não estás comigo por interesse. Sei que gostas de mim! E eles confiam em mim... Sabem que se eu lhes apresentar a minha namorada, é porque ela é mesmo uma pessoa muito especial...

Sorri e apertei a mão dele.

- Gosto tanto de ti Fábio... Fazes-me tão feliz!

No dia seguinte, acordei super ansiosa. Estava preocupada com o que havia de vestir, com a imagem que iria passar, com o que eles iriam pensar de mim.

"Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars. I could really use a wish right now, a wish right now, a wish right now..."

- Estou?
- Estou, amor. Olha, às sete e quarenta e cinco vou buscar-te a casa, está bem? - perguntou-me o Fábio.
- Sim.
- Então não te atrases, linda.
- Olha... como é que achas que me devo vestir? - perguntei.
- Oh minha tonta, gosto de ti de qualquer forma! Veste uma coisa simples, eu adoro todas as tuas roupas.
- Ahah, obrigado pela ajuda oh feio! Então até logo. Beijinho grande.
- Beijinhos, adoro-te muito.
- Eu também.

Demorei cerca de meia hora para escolher o que haveria de vestir, e comecei a preparar-me antempadamente. Não queria ir muito "espampanante" mas queria ir agradavelmente bonita.


De: Amor :$
" Estou a chegar."


- Mãe, o Fábio está a chegar. Até logo.
- Até logo, juízo! Não venhas tarde! - disse-me ela.
- Sim, descansa mãe.
- Porta-te bem e não te estiques com as horas! - disse o Hugo.
- Sim senhor paizinho!

Fui para a porta e o Fábio já estava a chegar. Entrei no carro.

- Olá. Que cara é essa? - perguntei.
- Estás... Estou sem palavras!
- Estou assim tão mal ?!
- Estás perfeita!!!
- Assim fico sem jeito! - disse-lhe envergonhada.
- Juro, estás linda!
- Obrigado... Bem, vamos andando?

Chegámos à casa dos pais do Fábio, uma vivenda muito bonita. Ele abriu o portão, e os pais dele vieram receber-nos à porta.

- Olá, boa tarde. - disse eu.
- Boa tarde querida. - cumprimentou-me a mãe do Fábio.
- Boa tarde. - cumprimentou-me o pai dele.
- É a Katyanne, a minha namorada. - disse o Fábio.
- O Fábio fala-nos muito de ti! - disse a mãe dele.
- Espero que não seja mal!
- Claro que não!
- Isso era impossível! - disse ele.
- Bem, vamos entrar? - disse o pai do Fábio. - Põe-te à vontade.

Entrámos e fomos para a mesa. A mãe do Fábio foi buscar os tabuleiros à cozinha, e sentou-se também.

- O meu filho tem muito bom gosto! - disse a mãe do Fábio.
- Obrigada! - disse eu.
- Pois é filho, arranjaste uma rapariga muito bonita!
- Claro pai, se não fosse bonita eu não gostava dela! - disse ele em tom de brincadeira, fazendo todos se rirem.
- Já sei que fizeste anos há uns dias. Os meus parabéns, apesar de atrasados. - disse a mãe do Fábio.
- Muito obrigada!
- Então e quantos fizeste? - perguntou-me o pai dele.
- Pai! Não se pergunta a idade às senhoras. - interrompeu o Fábio.

Fiquei aflita. Comecei a mexer no cabelo, e olhei para o Fábio com um ar assustado. Tinha medo de dizer. Tinha medo que me achassem muito nova e que pensassem que eu ainda não sabia o que queria e não era a pessoa ideal para o filho deles.

- Ah, pois é! Tens razão filho! - respondeu-lhe o pai.
- Fiz dezoito! - soltei repentinamente. Era a minha idade, eu tinha que responder. Não iria mentir, não adiantava. Pensassem o que penssassem, eu e o Fábio éramos felizes.
- Tão novinha! - disse a mãe dele com um ar ternurento. - O importante é que gostem um do outro e se respeitem.
- Sim, e eu gosto mesmo muito do vosso filho. - respondi.
- Dá para ver que sim querida. - respondeu-me a senhora.
- Então e vocês já namoram há quanto tempo? - perguntou-me o pai dele.
- Vamos fazer cinco meses no dia 20. - respondeu o Fábio rapidamente.
- Então filho, as mulheres é que sabem essas datas certas! - disse o pai dele.
- Não tem mal nenhum! Mostra que ele valoriza muito esta relação e que gosta muito dela. - disse a mãe.
- Sim, ele é um romântico. Faz-me surpresas todos os meses... - disse eu.
- Pronto, vá já chega! Vamos lá mudar de assunto! - disse o Fábio envergonhado.

A conversa prolongou-se e estava a ser um jantar muito agradável. Os pais do Fábio eram muito simpáticos e pareciam estar a gostar de mim.

domingo, 19 de junho de 2011

CAPÍTULO 19 - Festa dos 18 anos

Acordei cedo, fui tomar um banho e fui preparar-me, com a ajuda da Ju. Estiquei o cabelo, e arranjei-me de modo a sentir-me bonita.


A Ju tinha sido a primeira a dar-me os parabéns, à meia noite, pois ia dormir mesmo ao meu lado. A essa hora tinha o meu irmão a bater à porta e a dar-me os parabéns também.. Para meu espanto, um minuto depois da meia noite, o Fábio ligou-me.
"- Estou?
- Parabéns princesa! - disse ele.
- Ohhhh...! Obrigado!
- Consegui ser o primeiro? - perguntou.
- Não... A Joana está aqui, ela foi a primeira, e a seguir foi o meu irmão.
- Ohh, fogo! Eu aqui a manter-me acordado para ser o primeiro...
- É como se fosses... - disse eu.
- Sim, isso também é batota, eles estão na mesma casa que tu!
- Pois é!
- Bem, vou dormir sim? Foi só para te dar os parabéns, e espero que tenhas um dia muito feliz. Comigo ao teu lado acho que vai ser. - disse ele, em tom convencido. - Tem uma boa noite minha pequenina.
- Obrigado amor... - disse-lhe eu, chamando-lhe amor, pela primeira vez.
- Amor? Nunca me tinhas chamado isso... - disse ele, num tom envergonhado mas feliz.
- Há uma primeira vez para tudo...
- Pois... Então boa noite. Beijinhos grandes... Adoro-te...Amor. - despediu-se ele.
- Dorme bem. Também te adoro. Muito... Beijinhos!"

Já estava vestida, e fui ajudar a minha mãe a preparar as coisas. Entretanto começou a chegar a minha família. Eu estava super ansiosa para que o Fábio chegasse.

- Mãe, o Fábio já está a chegar, vou abrir o portão.
- Ah, chama-se Fábio. Mas que bem! - disse a minha tia.
- Ele tem carro? - perguntou a minha mãe.
- Sim. - respondi. - Vou dizer-lhe para meter cá dentro.
- Deve ser fino, o rapaz! - disse o meu pai.
- Não, não é fino. Mas não vai deixar o carro na rua! - disse eu, e dirigi-me ao portão.
- Ai este homem ainda não se habituou à ideia de que a menina dele está a crescer. - disse a minha mãe.

A Joana estava com o Hugo a preparar as últimas coisas da mesa. A minha mãe olha para a janela e vê um Audi branco a entrar.

- Meu deus! Que grande carro! - disse ela à minha tia.
- Ei, que carrão! O rapaz deve ter muito dinheiro! - disse a minha tia. - O carro é igual ao daquele jogador do benfica, que eu vi há dias na revista. Custa um dinheirão!

O Fábio saiu do carro. Estava lindo, deslumbrante.

- Parabéns bebé! - disse ele, depois de sair do carro, cumprimentando-me com um beijo, e com uma grande caixa com um laço cor-de-rosa e um saco azul na mão. - Toma, é para ti. - disse ele, dando-me a caixa.
- Obrigado! Não era preciso gastares dinheiro... Entra, é por aqui.

Entrámos em casa, de mão dada. A minha família ficou estupefacta ao perceber que era o Fábio Coentrão. Notei a cara de espanto deles, mas ao mesmo tempo, procuraram disfarçar e agir naturalmente.

- Boa tarde a todos. - disse o Fábio.

Cumprimentou os meus familiares um a um, e ofereceu o saco verde ao meu pai, que continha duas garrafas de vinho.

- Oh rapaz, não era preciso! Obrigado. Olha, põe-te à vontade como se estivesses na tua casa. - disse o meu pai.
- Bem, o teu pai está cá uma simpatia! Ai filha, que rapaz tão lindo! Onde é que foste desencantar um jogador? - perguntou a minha mãe, sussurrando.
- Mãe, ele é um rapaz normal. Ajam com naturalidade, não quero que ele se sinta desconfortável!

Sabia que a minha família tinha muitas perguntas a fazer, mas tentei que não agissem de maneira diferente por ele ser um jogador conhecido. Ele estava um pouco tímido, mas todos tentaram pô-lo à vontade.
O almoço correu lindamente, e o meu pai estava a simpatizar muito com ele. Começaram a falar de futebol e confesso que estava a achar engraçada toda aquela situação.
Abri a prenda do Fábio, e era um telemóvel! Era um Blackberry lindo! O Fábio era mesmo um querido! Agradeci-lhe duzentas vezes!

- Vocês vão sair a que horas? - perguntou a minha mãe.
- Saimos daqui por volta das onze talvez.
- Então podem jantar cá. - disse ela.

Jantámos e o Fábio foi deixar o carro em casa dele. Achámos melhor irmos os 4 no carro do Hugo.
Chegámos à discoteca e já estavam lá os jogadores e outros amigos meus. Passámos uma grande noite.
O Hugo arranjou logo amizades com os jogadores, mas a Joana não estava a ser uma namorada muito exemplar... Não parava de olhar para o Javi Garcia e até já tinha metido conversa com ele. Não quis dizer nada, mas achei que aquela situação não ia acabar bem.
O David Luiz tinha me dado um presente. Era um relógio lindo! Eu estava realmente feliz. Estava a ter um grande dia! E com o Fábio do meu lado, estava tudo a ser perfeito!

sábado, 18 de junho de 2011

CAPÍTULO 18 - Preparativos para a festa

- Katyanne, como queres fazer amanhã? Vais sair com os teus amigos? - perguntou a minha mãe, referindo-se ao dia dos meus anos.
- Sim, vamos sair à noite, por isso em vez de um jantar para a família é melhor fazermos almoço.
- Está bem, então avisa as pessoas. Eu vou às compras. A Joana também vem, não vem?
- Claro... E, mãe...queria trazer o meu namorado...
- O teu namorado?! - perguntou ela, admirada.
- Sim... Gostava de o apresentar.
- Mas isso é sério? Olha que sabes como o teu pai é em relação a isso... Ainda por cima nunca trouxeste nenhum namorado cá a casa. Se for uma coisa passageira é melhor não.
- Mãe, nós gostamos um do outro. Eu gostava mesmo que vocês o conhecessem.
- Está bem, tu é que sabes! Conto com ele então?
- Sim...

A minha mãe saiu e minutos depois bateram à porta. Era a Joana.

- Olá amor!
- Olá! Estás boa? - perguntei.
- Sim e tu?
- Também. Entra. O Hugo está no quarto.
- Eu vim ver a minha melhor amiga!
- Ah, finalmente! Pensava que só vinhas namorar! - disse eu, provocando.
- Ahah, parva. Então, amanhã já és uma adulta!
- Pois é. Olha, amanhã vens almoçar. O Fábio vem cá, vou apresentá-lo à minha família.
- A sério???
- Sim... E ele também quer apresentar-me à família dele!
- Uii, isso está sério! Então e amanhã à noite, sempre vamos sair?
- Claro que sim! Faço 18 anos, achas que ia ficar em casa?
- E quem é que vai?
- Tu, o Fábio, o Hugo, a Rita...
- Do Benfica! Só vai o Fábio? - perguntou ela, interrompendo-me.
- Não! Vai o David Luiz, o Rúben Amorim, o Javi, o Jara... Alguns ficaram de dizer ao Fábio, porque ainda não sabem.
- O Javiiiiii???? Ai mãe! Vai ser uma festa linda!! - disse a Ju, empolgada.
- Olha, não te estiques! Tu tens namorado, e que por sinal é o meu irmão!!! - disse eu, seriamente, sem achar piada!
- Desculpa, parva. Sabes que amo o Huguinho. Mas também tens de compreender que conhecer jogadores...
- Quem é que vai conhecer jogadores? - disse o Hugo, aparecendo de surpresa.
- Ninguém amor. Mas aqui a tua maninha agora é VIP! Vai levar o plantel do Benfica na sua festa de anos! - disse a Ju.
- Eu amanhã quero ver isso... - disse o Hugo.

Algum tempo depois a minha mãe chegou. Começámos então a preparar as coisas para o dia seguinte. Queria que estivesse tudo perfeito para o meu dia de anos, porque o Fábio iria cá estar.

- Dormes cá Ju? - perguntei.
- Sim, posso dormir. Mas tenho que ir a casa.
- Tá, eu posso ir contigo.
- Sim, vou buscar já as coisas todas para amanhã, assim ajudas-me a escolher. - disse ela.
- Ya, e logo à noite também tens de me ajudar tu!
- Meu deus... Mulheres! - suspirou o Hugo.

CAPÍTULO 17 - Uma surpresa em cada frase

Quando acordei, o Fábio ainda não tinha respondido à minha mensagem do dia anterior. Acabou por responder, algumas horas depois quando acordou.

Cada vez gostava mais dele, de estar com ele... Passeávamos e namorávamos imenso. Ele era realmente uma pessoa especial, fazia sentir-me tão bem!

Estávamos a meio de Julho, num dia super caloroso, na piscina do Ruben Amorim.

- Para o mês que vem faço anos. No dia 1. - disse eu.
- Ainda bem que me lembraste! Sabia que era em Agosto mas não me lembrava o dia.
- Se calhar eu nunca te tinha dito!
- Vais mesmo fazer dezoito anos...
- Ainda sou muito nova para ti, não sou? - disse eu, receosa.
- Katyanne, és muito mais madura do que certas adultas que andam por aí! Ainda tens 17 mas parece que tens muito mais... Tu tens muita maturidade e a idade não me importa! És a minha pequenina...

Ele nunca me tinha dito aquelas coisas! Fiquei corada e baixei a cabeça. Sorri e ele também sorriu, envergonhado.

- Nunca me tinhas dito nada assim...
- Há uma primeira vez para tudo... E por falar nisso... Gostava de apresentar-te à minha família. - disse ele, com receio da minha resposta.
- Ãã??? Tás a gozar!
- Não. Mas só se tu quiseres,claro!
- Mas tu achas que... Não sei... Achas que vale a pena? Achas que esta relação pode ser algo sério?
- A cada dia que passa gosto mais de estar contigo... Sinto-me feliz ao pé de ti... Sei que nunca te tinha dito isto mas...adoro-te.

Corei. Parecia que estava num sonho.

- Fábio tu não imaginas o quanto sabe bem ouvir isso... Não imaginas o quanto gosto de ti... Gostava mesmo que esta relação fosse longe, termos uma história, um futuro... Mas, tenho medo.
- De quê?
- Apresentares-me à tua família é uma responsabilidade. E se não der certo? E eu só tenho 17 anos, já viste o que vão pensar? E se não gostarem de mim? De certeza que vão ficar admirados, vão dizer que namoras com uma criança...
- Não voltes a dizer isso! Não és nenhuma criança! Tu sabes bem aquilo que queres, e eu também sei! Não me importo com o que possam dizer, eu gosto mesmo de ti.
- Podemos esperar que eu faça os 18?
- Claro que sim...minha pequenina.- e beijou-me calorosamente.
- Fábio...
- Sim?
- No meu dia de anos, gostava que fosses lá a casa, para te apresentar à minha família...

Ele olhou para mim, os olhos dele brilhavam. Ele não respondia e eu cheguei a pensar que ele não queria, por ser uma figura pública ou até mesmo por não gostar assim tanto de mim.

- Não dizes nada? Não queres? - perguntei
- Claro que quero... Não estava à espera que quisesses que a tua família me conhecesse...
- A minha família conhece-te! Ahahah.
- Ahah, sim. Mas, como teu namorado...
- Quero. Muito...
- Adoro-te. - disse eu.
- Eu também te adoro muito, minha princesa.

Fiquei envergonhada novamente. Ele não parava de me surpreender a cada frase que dizia.
Beijámo-nos de novo, até que fomos interrompidos pelos amigos dele. Divertimo-nos imenso a tarde toda!